Operação contra tráfico apreende duas Hilux, Camaro vermelho e moto BMW

Correio do Pantanal

25 mar 2021 às 16:50 hs
Operação contra tráfico apreende duas Hilux, Camaro vermelho e moto BMW


Frutaria de fachada mantida pelo dono dos veículos de luxo tinha apenas cinco abóboras
Por Helio de Freitas, de Dourados | 25/03/2021 12:55
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Camaro vermelho apreendido hoje na Operação Drogas S.A. (Foto: Adilson Domingos)
Duas caminhonetes Toyota Hilux, um Camaro vermelho e uma moto BMW de 1.200 cilindradas foram apreendidos hoje (25) em Dourados, a 233 km de Campo Grande, durante a Operação Drogas S.A. Os veículos de luxo estão avaliados em pelo menos R$ 550 mil.

Deflagrada pela Defron (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira) com apoio da canil da Polícia Civil em Rio Brilhante, a operação mira o braço financeiro de quadrilha de traficantes de drogas.

Um dos investigados foi preso, mas por porte ilegal de arma. Fabiano de Souza, 44, o “Abacaxi”, foi flagrado com revólver calibre 357, munições e carregadores de pistola. Apontado como dono dos veículos, ele pagou fiança de R$ 12 mil pelo crime contra o Estatuto de Desarmamento e foi colocado em liberdade.

Veja o vídeo:

O Campo Grande News apurou que Fabiano é suspeito de usar uma frutaria como fachada para justificar o faturamento com o tráfico de drogas. No estabelecimento localizado no Jardim Pantanal, os agentes da Defron encontraram gôndolas vazias. Apenas cinco abóboras estavam à venda. Ele alega que também é vendedor autônomo de celulares.

Conforme o delegado Rodolfo Daltro, da Defron, a organização criminosa é integrada também por proprietários de funilarias e de lojas de compra e venda de carros usados, as conhecidas garagens. A quadrilha vem sendo investigada há vários meses por enviar droga para outros Estados.

Na operação de hoje foram cumpridos três mandados de busca e apreensão nos endereços ligados a Fabiano de Souza, onde foram apreendidos os veículos de luxo avaliados em meio milhão de reais. Segundo a polícia, ele não possui “esteio financeiro” para justificar o patrimônio, quase impossível de ser amealhado com venda informal de celulares.

  • CREDITO: CAMPO GRANDE NEWS
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