5 jul 2019 às 07:09 hs
Suspeito de matar idoso que foi cobrar dívida planejou crime e empurrou vítima de barranco, diz polícia

Por Redação

O suspeito de matar o aposentado Antônio Vanderlei de Faria, que saiu para cobrar uma dívida de R$ 70 mil, planejou o crime e empurrou o corpo da vítima em um barranco de 15 metros de altura, segundo a Polícia Civil. Em depoimento, Valdivino Augusto Pereira, de 63 anos, disse que a arma usada era da própria vítima e o disparo foi acidental, durante uma briga.

Antônio, de 65 anos, saiu de casa no dia 12 de junho. Câmeras de segurança flagraram ele saindo do prédio. Segundo o delegado Thiago Martimiano, o suspeito encontrou o aposentado alegando que pagaria parte da dívida em dinheiro e o restante quando vendesse uma fazenda. Porém, a polícia acredita que isso foi uma “isca” para atrair a vítima e cometer o crime.

“A situação financeira do Valdivino era péssima, não tinha dinheiro para pagar a dívida. Esse dinheiro que ele usou como isca para pagar o Antônio era emprestado. Ele já tinha desde o início a intenção de cometer o crime, tanto que ele levou a arma de fogo. Não acreditamos nessa versão de que arma de fogo estava nas mãos do Antônio, porque isso vai contra o que a perícia mostra”, explicou.

O suspeito se entregou à polícia na quarta-feira (3). De acordo com o delegado, Valdivino disse que pagou R$ 58 mil em dinheiro à vítima e eles foram ver uma das fazendas que ele tinha e que estava a venda, em Caiapônia.

“Ele diz que, durante o trajeto, houve um desentendimento, a vítima começou a cobrar ele o restante, a situação começou a ficar complicada, ele foi agredido verbalmente e, chegando na fazenda, não tinha mais clima para mostra-la e decidiu voltar. Nesse momento o Antônio pegou uma bolsa e, com medo de ser morto, segurou a vítima e a arma que o aposentado tinha, houve um disparo, que ele não sabe dizer quem apertou o gatilho, e a vítima foi atingida”, contou Martimiano.

O suspeito afirmou à polícia que deixou a vítima, a arma e a bolsa com o dinheiro em uma estrada, local diferente de onde o corpo foi encontrado.

O delegado, no entanto, não acredita nessa versão. A perícia apontou que o tiro aconteceu a mais de 50 cm de distância e que não há vestígios de briga. “O que sabemos é que tanto a vítima quanto o atirador desceram do carro, se aproximaram do barrando, houve um disparo de uma altitude um pouco superior, a vítima caiu no chão e, assim que ela caiu, ela foi lançada no despenhadeiro e parou a uma altura de 15 metros abaixo de onde foi baleada”, disse o perito criminal Luiz Henrique Pereira.

Fonte: Vitor Santana e Honório Jacometto, G1 GO e TV Anhanguera

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