5 abr 2019 às 10:29 hs
Polícia Federal cumpre 11 mandados contra grupo criminoso que atacou torres de energia elétrica em Fortaleza e Maracanaú, no Ceará

Por G1 CE


Polícia reforçou a segurança na subestação da Chesf no Bairro Pici após o crime — Foto: Marina Alves/SVM
Polícia reforçou a segurança na subestação da Chesf no Bairro Pici após o crime — Foto: Marina Alves/SVM

A Polícia Federal (PF) cumpre nesta sexta-feira (5) sete mandados de busca e apreensão e quatro de prisão preventiva contra o grupo criminoso que usou explosivos para atacar torres de transmissão de energia elétrica na última segunda-feira (1º), nos municípios de Fortaleza e Maracanaú.

Criminosos detonaram explosivos perto de uma torre de energia elétrica da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf) na noite do dia 1º, em uma rodovia na cidade de Maracanaú, vizinha a Fortaleza. Não houve danos à estrutura Outras duas torres da Chesf também foram alvo de explosões em uma subestação na Rua Júlio Brígido, no Bairro Pici, em Fortaleza. De acordo com a Polícia Militar, dois artefatos explodiram no local e um terceiro foi recolhido pelo Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate).

A operação Dínamo acontece em conjunto com a Força Nacional de Segurança, a Polícia Militar, a Polícia Civil e a Coordenadoria de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública do Estado. Vinte e cinco policiais federais, 15 policiais militares e 15 policiais civis participam da força-tarefa. A PF não informou se os mandatos já foram cumpridos, nem quais municípios estão envolvidos.

Os investigados na operação vão responder pelo crime de dano qualificado pelo uso de explosivo, de acordo com o nível de participação.

Onda de ataques

O estado do Ceará registrou uma onda de ataques criminosos entre os meses de janeiro e fevereiro. Foram mais de 260 ações contra coletivos, prédios públicos, agências bancárias, viadutos e comércios em pelo menos 50 dos 184 municípios cearenses. O secretário da Segurança Pública do Ceará, André Costa, afirmou que a nomeação do secretário de Administração Penitenciária do estado, Luís Mauro Albuquerque, provocou a onda de ataque do início do ano.

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