Mundo ultrapassou 200 milhões de casos e pode atingir os 300 milhões no início de 2022
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Correio do Pantanal

12 ago 2021 às 06:58 hs
Mundo ultrapassou 200 milhões de casos e pode atingir os 300 milhões no início de 2022
O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus
O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom GhebreyesusFoto: AFP

JN/AgênciasOntem às 18:45

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS) vaticinou, esta quarta-feira, mais de 300 milhões de casos notificados de covid-19 no início de 2022, a manter-se a atual trajetória de aumento de infeções com o novo coronavírus.

Segundo Tedros Adhanom Ghebreyesus, que falava na videoconferência de imprensa regular da OMS sobre a pandemia da covid-19, as infeções com o SARS-CoV-2 e as mortes por covid-19 “continuam a aumentar” no mundo “apesar das vacinas”.

“Com a trajetória atual podemos ter mais de 300 milhões de casos notificados no início do ano que vem”, afirmou, assinalando que o mundo atingiu 200 milhões de infeções na semana passada, “seis meses depois de ter ultrapassado a marca de 100 milhões”.

“Podemos mudar esta situação, mas o mundo não está a agir de forma conjunta”, disse, numa crítica, que tem sido reiterada, à falta de distribuição universal e equitativa das vacinas contra a covid-19, que continuam a não chegar aos países mais pobres, sobretudo de África.

A pandemia da covid-19 provocou pelo menos 4 314 196 mortes em todo o mundo, entre mais de 203,9 milhões de infeções, segundo o mais recente balanço da agência noticiosa AFP.

A covid-19 é uma doença respiratória provocada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e que se disseminou rapidamente pelo mundo. A OMS classificou quatro variantes do SARS-CoV-2 como preocupantes, sendo a delta, dominante em vários países, incluindo Portugal, a mais transmissível e responsável pelo aumento de novas infeções.

Os especialistas avisam que as vacinas contra a covid-19 em circulação previnem a doença grave e a morte, mas não evitam a infeção e a transmissão do vírus.CRIADOR DA VACINA ASTRAZENECA DIZ QUE NÃO É POSSÍVEL ALCANÇAR IMUNIDADE DE GRUPOVER MAIS

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