Ministro da Defesa confirma nome dos suspeitos da morte de Marielle

Correio do Pantanal

12 maio 2018 às 08:26 hs
Ministro da Defesa confirma nome dos suspeitos da morte de Marielle

Marielle foi morta a 14 de março

 

Diário de Noticias,

 

Testemunha afirmou que o crime foi planeado por Marcello Siciliano, vereador do PHS, e por Orlando de Araújo, um ex-polícia que funciona como chefe de uma milícia na região da Cidade de Deus.

Raul Jungmann, ministro da defesa do Brasil, confirmou ontem que a polícia tem como principal linha de investigação no assassínio da vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco, do PSOL, e do motorista Anderson Gomes o depoimento de uma testemunha que apontou um colega de Marielle na Câmara Municipal e um ex-agente da polícia como responsáveis.

A testemunha, conforme revelou o jornal O Globo, afirmou que o crime foi planeado por Marcello Siciliano, vereador do PHS, e por Orlando de Araújo, um ex-polícia que funciona como chefe de uma milícia na região da Cidade de Deus, bairro na zona norte carioca, que está hoje detido por outro crime semelhante. Siciliano, na sequência da acusação, convocou uma conferência de imprensa onde negou em absoluto: “Um factóide”, resumiu.

A polícia ouviu da testemunha, mantida sob sigilo por temer sofrer represálias, detalhes das reuniões, datas, horários e o nome dos executantes do crime – um polícia militar do 16ª batalhão, um ex-agente e outros dois homens. Acrescentou ainda que o motivo foi a intervenção política de Marielle na Cidade de Deus, reduto de Araújo e um dos principais núcleos eleitorais de Siciliano.

“O que posso dizer é que estes e outros suspeitos são investigados e que o caso Marielle está chegando na etapa final”, afirmou Jungmann.

O crime ocorreu a 14 de março no centro do Rio. O carro onde seguiam Marielle, o motorista Anderson Gomes e uma assessora da vereadora após um evento político foi atingido por tiros que acabaram matando os dois primeiros passageiros. A assessora sofreu apenas ferimentos leves.

São Paulo

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