Milionário indiano detido por ser líder de rede de porno que coagia mulheres

Correio do Pantanal

24 jul 2021 às 01:52 hs
Milionário indiano detido por ser líder de rede de porno que coagia mulheres
Raj Kundra foi detido em Bombaim
Raj Kundra foi detido em BombaimFoto: AFP

JNOntem às 11:39

Raj Kundra é um dos empresários mais bem-sucedidos da Índia, mas nos últimos dias tem sido notícia após ser preso por suspeita de produzir e distribuir filmes pornográficos produzidos com recurso a coação.

Nasceu em Londres, Inglaterra, e tem dupla nacionalidade britânica e indiana. Aos 45 anos, Raj Kundra é um dos empresários mais bem sucedidos da Índia e dono de uma equipa de críquete da primeira liga indiana, o campeonato mais rico do mundo da modalidade. Está casado desde 2009 com Shilpa Shetty, de 46, uma reconhecida atriz de Bollywood e vencedora do Big Brother Celebridades britânico em 2007.

Raj Kundra e a mulher, Shilpa Shetty
Raj Kundra e a mulher, Shilpa ShettyFoto: Sujit Jaiswal / AFP

Está agora envolvido num escândalo que saltou para as primeiras páginas da imprensa depois de ter sido detido por suspeita de produzir e distribuir filmes pornográficos online. A polícia acredita que Raj Kundra é o mentor de uma rede de produção porno que coagiu várias mulheres a participar em vídeos de sexo que foram depois divulgados na internet.

Raj Kundra foi detido na sua residência, em Bombaim, na terça-feira (20 de julho), acusado de fraude, venda de conteúdo obsceno e “anúncios e exibições obscenos e indecentes”.

O marido de Shilpa Shetty negou qualquer irregularidade e o seu advogado, Abad Ponda, afirmou que a detenção do seu cliente é ilegal.

Coação e denúncia anónima

Até agora foram detidas nove pessoas no âmbito desta investigação, que foi lançada em fevereiro, refere a BBC.

De acordo com a polícia, os detidos fizeram falsas promessas para atrair mulheres, através de anúncios à procura de atrizes para participarem em curtas-metragens e séries online.

Esses vídeos terão sido gravados em casas alugados e foram depois descarregados em aplicações móveis para cerca de 400 mil assinantes, que pagam entre 200 e 400 rupias (2,30 e 4,50 euros) por mês. Raj Kundra, segundo os investigadores, é o dono de uma empresa que exibia vídeos pornográficos nessas plataformas.

Foi após uma denúncia anónima que vários agentes da polícia entraram, a 6 de fevereiro, numa casa alugada onde decorria a gravação de um vídeo porno, nos arredores de Bombaim.

Os agentes encontraram duas pessoas despidas num colchão em “poses obscenas” a serem filmadas. Foram apreendidos telemóveis, computadores e câmaras de filmar. Cinco suspeitos foram detidos e uma mulher, que as autoridades dizem que estava a ser filmada sob coação, foi resgatada. Foi o início da investigação que levou outras mulheres a apresentarem queixa por alegadamente terem sido forçadas a participar em vídeos de sexo.

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