Mais de 300 moças raptadas de internato na Nigéria

Correio do Pantanal

27 fev 2021 às 09:32 hs
Mais de 300 moças raptadas de internato na Nigéria
Grupos armados exigem resgates por raptos de jovens
Grupos armados exigem resgates por raptos de jovensFoto: AFP

JN/AgênciasOntem às 15:25

As autoridades nigerianas anunciaram esta sexta-feira que pelo menos 317 estudantes foram raptadas durante a invasão aos dormitórios de uma escola feminina no noroeste da Nigéria, tendo iniciado uma operação para as resgatar.

“A polícia estatal de Zamfara e o Exército lançaram uma operação conjunta para salvar as 317 estudantes raptadas por bandidos armados do internato feminino de Jangebe”, afirmou o porta-voz da polícia local, Mohammed Shehu, num comunicado citado pela agência France-Presse.

Segundo as autoridades locais, homens armados chegaram de carro ao liceu estatal de Zamfara pela 1 hora local desta sexta-feira, invadiram os dormitórios e saíram a pé com centenas de moças.

De acordo com o porta-voz da polícia, foi enviada para Jangebe uma equipa das forças de segurança “fortemente armada” para “apoiar a operação de resgate em curso no local para onde as moças foram, alegadamente, levadas”.

Trata-se do mais recente rapto de um grande número de estudantes, sob resgate, no país onde grupos armados aterrorizam a população que também roubam e pilham as povoações.

Na semana passada, 42 crianças foram raptadas no centro do país e em dezembro 300 rapazes foram alvo da mesma ação por grupos armados na região de Kankara, estado de Katsina.

Os grupos de crime organizado estão escondidos nas florestas de Rugu que se estendem por quatro estados do norte e do centro da Nigéria: KatsinaZamfaraKaduna e Niger.

Os atacantes são motivados pelos lucros dos resgates que impõem ao Estado e às famílias e muitos mantêm ligações com grupos extremistas islâmicos no noroeste do país.

A violência na zona já fez mais de oito mil mortos desde 2011 e obrigou 200 mil pessoas a abandonarem os locais de residência de acordo com uma investigação do International Crisis Group publicada em maio de 2020.

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