Legalização da maconha cria mercado promissor e visa a reparar injustiças em Nova York

Correio do Pantanal

29 mar 2021 às 23:41 hs
Legalização da maconha cria mercado promissor e visa a reparar injustiças em Nova York

29 MAR 2021Por Emilly Constanci23h:15Imagem de uma plantação de maconha comercial na Macedônia, em fevereiro de 2021 – Foto: Robert Atanovski / AFPPublicidade

Mais do que assegurar a receita anual de US$ 350 milhões em arrecadação de impostos ao estado, o acordo fechado entre líderes legislativos para o uso de maconha recreativa em Nova York visa a reparar as disparidades nas comunidades afetadas pela prolongada guerra contra as drogas. Estatísticas mostram que os negros são presos por porte de maconha numa proporção de 15 vezes maior em relação aos brancos na cidade de Nova York. Entre os hispânicos, o número é cinco vezes maior.

Se o projeto de lei for aprovado nos próximos dias pelo Legislativo estadual, que tem maioria democrata, cerca de 40% dos lucros com a venda de cannabis serão revertidos para as comunidades carentes que mais sofreram o impacto de perseguições pela criminalização das drogas.

Elas serão as primeiras da fila a obter benefícios econômicos, resumiu, num comunicado, a entidade The Legal Aid Society, a mais antiga dos EUA a oferecer assistência jurídica gratuita: “Ao acabar com a proibição, a legislação histórica traz justiça ao estado de Nova York, suspendendo registros de condenação, que reduziram as oportunidades a jovens negros e latinos nova-iorquinos.”

Com a legislação aprovada, o estado segue os passos de Nova Jersey e será o 15º dos EUA, além do Distrito de Columbia, a afrouxar as restrições à maconha, eliminando a prisão para os que portam a quantidade da droga inferior a 85 gramas.

Um imposto de 13% sobre as vendas de maconha, apenas aos maiores de 21 anos, recairá para a receita estadual e local, revertido ainda para fundos de educação e de tratamento para usuários de drogas.

Pressionado por investigações por assédio sexual e por tentar dados de mortes de idosos por Covid-19 em asilos, o governador Andrew Cuomo tenta limpar a imagem e salvar a própria pele.

Opositores o acusam de tentar distrair a opinião pública, mas a batalha pela legalização da maconha é anterior aos escândalos: foi longa e enfrentou vários percalços. A movimentação do promissor mercado, com expectativa para criar entre 30 mil e 60 mil empregos, ajudará também a sanear as contas do estado, que acumulou o déficit de US$ 15 bilhões com a pandemia do novo coronavírus.

Sandra Cohen – G1

29 MAR 2021Por Emilly Constanci23h:15Imagem de uma plantação de maconha comercial na Macedônia, em fevereiro de 2021 – Foto: Robert Atanovski / AFPPublicidade

Rancho Tô Di Folga

Mais do que assegurar a receita anual de US$ 350 milhões em arrecadação de impostos ao estado, o acordo fechado entre líderes legislativos para o uso de maconha recreativa em Nova York visa a reparar as disparidades nas comunidades afetadas pela prolongada guerra contra as drogas. Estatísticas mostram que os negros são presos por porte de maconha numa proporção de 15 vezes maior em relação aos brancos na cidade de Nova York. Entre os hispânicos, o número é cinco vezes maior.

Se o projeto de lei for aprovado nos próximos dias pelo Legislativo estadual, que tem maioria democrata, cerca de 40% dos lucros com a venda de cannabis serão revertidos para as comunidades carentes que mais sofreram o impacto de perseguições pela criminalização das drogas.

Elas serão as primeiras da fila a obter benefícios econômicos, resumiu, num comunicado, a entidade The Legal Aid Society, a mais antiga dos EUA a oferecer assistência jurídica gratuita: “Ao acabar com a proibição, a legislação histórica traz justiça ao estado de Nova York, suspendendo registros de condenação, que reduziram as oportunidades a jovens negros e latinos nova-iorquinos.”

Com a legislação aprovada, o estado segue os passos de Nova Jersey e será o 15º dos EUA, além do Distrito de Columbia, a afrouxar as restrições à maconha, eliminando a prisão para os que portam a quantidade da droga inferior a 85 gramas.

Um imposto de 13% sobre as vendas de maconha, apenas aos maiores de 21 anos, recairá para a receita estadual e local, revertido ainda para fundos de educação e de tratamento para usuários de drogas.

Pressionado por investigações por assédio sexual e por tentar dados de mortes de idosos por Covid-19 em asilos, o governador Andrew Cuomo tenta limpar a imagem e salvar a própria pele.

Opositores o acusam de tentar distrair a opinião pública, mas a batalha pela legalização da maconha é anterior aos escândalos: foi longa e enfrentou vários percalços. A movimentação do promissor mercado, com expectativa para criar entre 30 mil e 60 mil empregos, ajudará também a sanear as contas do estado, que acumulou o déficit de US$ 15 bilhões com a pandemia do novo coronavírus.

Sandra Cohen – G1

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