Kim Jong-un comunica com disparo de mísseis

Correio do Pantanal

27 mar 2021 às 16:58 hs
Kim Jong-un comunica com disparo de mísseis

Intenção será pressionar os EUA, que analisam com aliados revisão da política face a Pyongyang.

O lançamento de mísseis faz parte da política da dinastia Kim.
O lançamento de mísseis faz parte da política da dinastia Kim.© AFP/KCNA via KNS

César Avó26 Março 2021 — 07:00

No fim de semana a Coreia do Norte disparou dois mísseis de curto alcance na direção oeste, rumo à China, uma iniciativa menorizada pelas autoridades norte-americanas. Depois de funcionários dos EUA terem comentado que o teste caía “no extremo inferior do espectro”, o presidente Joe Biden disse na terça-feira que, “de acordo com o Departamento de Defesa, é a mesma coisa de sempre”. Dois dias depois Pyongyang comunicou como de costume, ou seja, pela força. Segundo o primeiro-ministro japonês Yoshihide Suga, a Coreia do Norte disparou dois mísseis balísticos de curto alcance para as águas do Mar do Japão.

Estes disparos são os primeiros no espaço de um ano e estão em contravenção com as resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas, mas na prática o regime, já alvo de sanções, não teme as consequências. Acontecem depois de Washington lamentar não conseguir entrar em contacto com as autoridades norte-coreanas e vem na sequência de exercícios militares conjuntos dos EUA e da Coreia do Sul e de uma visita à região dos secretários de Estado e da Defesa, Antony Blinken e Lloyd Austin, para discutirem questões de aliança e segurança.

Durante a viagem a Seul e Tóquio, Blinken reiterou a importância da desnuclearização da Coreia do Norte, o que levou o primeiro vice-ministro dos Negócios Estrangeiros norte-coreano, Choe Son Hui, a acusar os Estados Unidos de uma “teoria lunática” sobre a ameaça da Coreia do Norte e de uma “retórica infundada sobre a “desnuclearização completa””, pelo que o diálogo com os EUA só pode ser possível quando Washington reverter a “política hostil”. Já a irmã do ditador Kim Jong-un, Kim Yo-jong, também advertira os EUA para não “provocarem um mau cheiro” se pretendem continuar em paz

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