Condenado a 15 anos de prisão por assassinar a jornalista Daphne Galizia
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Correio do Pantanal

23 fev 2021 às 15:47 hs
Condenado a 15 anos de prisão por assassinar a jornalista Daphne Galizia
Protesto à frente do gabinete do primeiro-ministro de Malta
Protesto à frente do gabinete do primeiro-ministro de MaltaFoto: STRINGER / AFP

JN/AgênciasHoje às 17:11

Um dos três homens acusados do assassínio da jornalista que investigava casos de corrupção em Malta Daphne Caruana Galizia foi condenado, esta terça-feira, a uma pena de 15 anos de prisão pelo tribunal da La Valeta.

Ao anunciar o veredicto, o tribunal indicou ter tido em conta o facto de Vincent Muscat, que se declarou pela primeira vez culpado do assassínio, esta terça-feira, ter colaborado com a polícia e de o Ministério Público ter pedido aquela pena.

Perante a pergunta do escrivão do tribunal de La Valeta “Vicent Muscat, o que alega em relação às acusações?”, o acusado respondeu “culpado”. “São acusações graves, assassínio, conspiração, ele arrisca prisão perpétua”, disse a juíza Edwina Grima a Marc Sant, advogado de Muscat, mas este último repetiu que se declarava culpado.

Segundo o portal noticioso “POLITICO”, com base nos órgãos de comunicação locais, Muscat tentou obter um perdão ou uma redução de pena em troca de informações sobre o caso da jornalista e de outros crimes graves, incluindo uma tentativa de roubo de uma filial do banco HSBC em 2010 na qual foi preso e acusado.DAPHNE GALIZIA, A JORNALISTA QUE INCOMODAVA MALTAVER MAIS

Em 2017, os irmãos Alfred e George Degiorgio e Vicent Muscat, todos com antecedentes criminais, foram acusados de pertencerem a uma organização criminosa e de serem os responsáveis pela morte de Daphne Galizia. Os três homens declararam-se sempre inocentes, até que Muscat decidiu mudar o seu testemunho.

Além de Muscat e dos irmãos Degiorgio, suspeitos de terem fabricado, colocado e feito explodir a bomba que matou a jornalista, há um quarto homem ligado ao caso, Yorgen Fenech, proprietário da empresa 17 Black, que foi detido em 2019 no seu iate em Malta, quando tentava fugir. Alguns órgãos de comunicação bem como a família de Daphe Caruana Galizia apresentam-no como um possível financiador do assassínio, mas as audiências sobre as acusações contra ele ainda não começaram.

A detenção de Fenech levou a várias demissões de responsáveis políticos. O chefe de gabinete do primeiro-ministro na época, Joseph Muscat, (sem ligação com Vincent Muscat) demitiu-se em novembro de 2019 e foi seguido pelo ministro do Turismo, enquanto a ministra da Economia suspendeu as funções durante o inquérito ao homicídio. O primeiro-ministro demitiu-se em janeiro de 2020.

A jornalista e bloguer Daphe Caruana Galizia morreu aos 53 anos e era uma das mais respeitadas e odiadas jornalistas da Ilha de Malta.

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