Investigador preso em ação contra pornografia infantil deve ser expulso na próxima terça, diz polícia

Correio do Pantanal

21 maio 2018 às 10:09 hs
Investigador preso em ação contra pornografia infantil deve ser expulso na próxima terça, diz polícia

Delegada corregedora diz que homem alegou entrar em “programa para baixar música e não sabia do conteúdo envolvendo crianças e adolescentes”.

Polícia apreendeu diversos eletrônicos em ação contra pornografia infantil (Foto: Polícia Civil/Divulgação)

O investigador de 36 anos, preso durante operação contra a pornografia infantil, deve ser expulso da instituição na próxima semana, conforme afirmou ao G1 a delegada Rosely Molina, corregedora geral da Polícia Civil, em Mato Grosso do Sul. Em depoimento formal, ele alegou que entrou em um programa para baixar música e não sabia do conteúdo de sexo envolvendo crianças e adolescentes.

“A portaria de afastamento compulsório deve ser publicada no início da próxima semana, na terça-feira eu acredito. Durante o período de prisão preventiva, a gente retira as armas, demais objetos e ele também não pode ter acesso ao sistema. Ao mesmo tempo, responde a um procedimento administrativo”, explicou a delegada.

Na corregedoria, ele estava acompanhado de um advogado e negou envolvimento nos crimes. “Ele disse que não sabia, que deixou baixando e entrou no programa para baixar música”, comentou a delegada. Dias antes, em conversa informal, o preso teria dito que “recebia do nada, olhava e deletava”, ainda conforme Molina.

Na última sexta-feira (18), o policial passou por audiência de custódia e teve a prisão preventiva decretada. Além dele, outros dois envolvidos também vão permanecer na cadeia, sendo indiciados por artigos previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Um outro homem pagou fiança de quase R$ 4 mil e foi liberado no dia anterior.

O policial já atuou no município de São Gabriel do Oeste. Na capital sul mato-grossense, trabalhou na Delegacia Especializada em Repressão a Crimes de Defraudações e Falsificações (Dedfaz) e, por último, na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) Centro.

Outros dois homens também passaram por audiência e permaneceram presos. Um suspeito pagou fiança de quase R$ 4 mil e foi liberado ontem. O indiciamento dos envolvidos é por armanezanar conteúdo de sexo explícito envolvendo menores, conforme o Estatuto da Criança e o Adolescente (ECA).

“Todos os envolvidos compartilhavam e armazenavam, além de alguns estarem em posse de munições. São flagrantes que ainda estão sendo sedimentados e os colegas do interior também estão trabalhando”, explicou na ocasião a delegada Marília de Brito, titular da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e o Adolescente (Depca).

Ao todo, 56 policiais estiveram envolvidos na ação em Mato Grosso do Sul, fizeram buscas em Campo Grande, Glória de Dourados e Dourados, na região sul do estado. Um dos primeiros a ser preso foi um homem de 27 anos, que mora no bairro Coophavila e outro no Chácara Cachoeira.

Apreensão de eletrônicos em Dourados, MS (Foto: Liziane Zarpelon/TV Morena)

Apreensão de eletrônicos em Dourados, MS (Foto: Liziane Zarpelon/TV Morena)

Brasil todo

A operação envolve cerca de 2,6 mil policiais civis em todo o páis. O objetivo é cumprir mais de 500 mandados de busca e apreensão de arquivos com conteúdos relacionados a crimes de exploração sexual contra crianças e adolescentes. Quem for pego com posse dessas mídias é preso em flagrante.

Os alvos foram identificados pela Diretoria de Inteligência da Secretaria Nacional de Segurança Pública, com base em elementos informativos coletados em ambientes virtuais, que apresentavam indícios suficientes de autoria e materialidade delitiva.

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