Homicídio de faraó com novas pistas 3600 anos depois

Correio do Pantanal

18 fev 2021 às 16:08 hs
Homicídio de faraó com novas pistas 3600 anos depois
Sequenenre Atao II reinou o sul do Egito cerca de 1600 anos antes de Cristo
Sequenenre Atao II reinou o sul do Egito cerca de 1600 anos antes de CristoFoto: (Egyptian Ministry of Antiquities / AFP)

Hoje às 11:50

3600 anos após a morte de Seqenenre Tao II, mais de um século depois da descoberta da múmia e décadas após as primeiras análises, historiadores confirmaram que o faraó foi morto numa “cerimónia de execução”. Seqenenre foi agora submetido a exames de tomografia computorizada (TAC) e imagens 3D.

Os investigadores, entre eles, Zahi e Hawass e Sahar Salim, estudaram as lesões comparando-as a várias armas hyksos armazenadas no Museu do Egito, no Cairo, incluindo um machado e uma lança, tudo isto porque Seqenenre Tao II, também conhecido como “o Bravo”, além de reinar o sul do Egito cerca de 1.600 anos antes de Cristo, liderou ainda as tropas egípcias contra os hyksos, uma dinastia de origem asiática ocidental que havia assumido o delta do Nilo.

Na década de 1960, através de exames raio-X, foi revelado um ferimento na cabeça de Seqenenre Tao II habilmente escondido por embalsamadores e que deu origem à teoria de que a sua morte podia ter sido em batalha ou num assassinato no palácio.

Com os novos dados, os cientistas afirmam que as “mãos deformadas da múmia indicam que Seqenenre pode ter sido capturado no campo de batalha, e que as suas mãos foram amarradas atrás das costas, impedindo-o de se desviar do ataque feroz” na cabeça.

Um estudo publicado pela Frontiers of Medicine também revelou exames ósseos que mostraram que o faraó tinha cerca de 40 anos quando morreu.

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