25 dez 2018 às 21:51 hs
Estado Islâmico faz ataques terroristas no Iraque e na Líbia

VEJA

Bombeiros e forças de segurança no Ministério das Relações Exteriores da Líbia: homem-bomba mata três pessoas – 25/12/2018 (Mahmud Turkia/AFP)

Neste dia de Natal foi de violência no Iraque e na Líbia, atingidos por ataques do grupo jihadista Estado Islâmico que mataram cinco pessoas. Na Síria, ainda em guerra civil, uma aliança de milícias majoritariamente curdas enfrentou o mesmo Estado Islâmico no leste da província de Deir ez Zor, em meio ao temor de que a retirada das tropas americanas possa enfraquecê-la.

Pelo menos duas pessoas morreram e outras 12 ficaram feridas nesta terça-feira, 25, na explosão de um carro-bomba em um mercado popular em Tal Afar, antigo reduto do Estado Islâmico no Iraque, informou Tareq Akrish, membro do Conselho local.

De acordo com Akrish, o veículo estava estacionado no mercado reaberto recentemente, depois de um longo período fechado por causa do conflito com o Estado Islâmico, expulso de Tal Afar em agosto de 2017. Este é o primeiro incidente na região, situada na província de Ninawa, desde a expulsão dos terroristas, que tinham nesse local uma das suas principais fortificações.

Tel Afar, a maior cidade que os jihadistas dominaram no Iraque, fica perto da fronteira com a Síria e caiu nas mãos do terroristas em junho de 2014. Em dezembro de 2017, o ex-primeiro-ministro iraquiano Haider Al-Abadi anunciou a vitória militar sobre os jihadistas, apesar de eles continuarem presentes e agressivos em outros pontos do país.

O ataque do Estado Islâmico em Trípoli, na Líbia, teve como alvo a sede do Ministério das Relações Exteriores em Trípoli. Três civis morreram e outros dez ficaram feridos. Segundo uma fonte das forças de segurança líbias, o ataque aconteceu quando um terrorista suicida ativou um colete com explosivos. Dois outros jihadistas morreram durante um tiroteio com a polícia.

Depois do ataque, a Força Especial de Dissuasão (RADA), sob o comando do governo de união nacional, mobilizou um forte esquema de segurança na capital, especialmente em torno na região da sede do governo.

“Tanto os funcionários do ministério como os da área comercial foram retirados do local, enquanto as instituições governamentais permanecem fechadas”, disse outra fonte.

Uma fonte diplomática informou sobre a iminente chegada do ministro das Relações Exteriores, Mohammed Taher Syala, ao edifício. O chefe do governo líbio, Fayez al-Sarraj, que é apoiado pela Organizacão das Nacões Unidas (ONU) em Trípoli, estava em visita oficial à cidade de Zawiya, 40 quilômetros a oeste da capital.

Síria

As Forças da Síria Democrática (FSD), uma aliança de milícias majoritariamente curdas, continuam avançando frente ao Estado Islâmico no leste da província de Deir ez Zor. O Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH) informou nesta terça-feira em que as FSD assumiram o controle dos povoados de Abu al Hassan e Al Bujater, a leste da cidade de Hayin, de onde elas expulsaram recentemente o Estado Islâmico.

Segundo o OSDH, enfrentamentos violentos entre as partes continuam nas áreas que ainda estão sob controle dos extremistas a leste do rio Eufrates, considerado o último bastião do Estado Islâmico. Os jihadistas também dominam sete povoados na região: Al Susa, Al Shaafe, Al Baguz, Al Shayala, Al Marashde, Al Safafuye e Al Bubadran.

O Observatório também afirmou que a coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos fez intensos bombardeios durante a madrugada e a manhã desta terça-feira contra esses territórios. Os ataques aéreos e terrestres foram qualificados como os “mais violentos da coalizão e das FSD desde a decisão de retirar as tropas americanas” da Síria.

Além disso, o Observatório ressaltou que “o Estado Islâmico está se preparando para ampliar suas áreas de controle, tentando tirar proveito da retirada das tropas dos EUA”. Em paralelo, as FSD avançam e fortalecem suas posições com o objetivo de “pôr fim à presença do grupo radical”.

O OSDH registrou o deslocamento de mais de 5.500 pessoas do reduto controlado pelos terroristas para áreas sob domínio das FSD desde o anúncio da saída das forças americanas da Síria. Washington informou no último dia 19 que começou a retirar suas tropas, onde estão destacados 2 mil militares, que ofereciam apoio às FSD no terreno, para a luta contra os jihadistas.

(Com EFE)

ATENÇÃO: Comente com responsabilidade, os comentários não representam a opnião do Jornal Correio do Pantanal. Comentários ofensivos e que não tenham relação com a notícia, poderão ser retirados sem prévia notificação.