3 jan 2019 às 19:37 hs
Após ‘fechar’ escolas de ‘última hora’, secretária alega que estava esperando eleições passarem

MIDIAMAX

Secretária de Educação fou sobre o fechamento das escolas.

Após ‘fechar’ escolas de surpresa e causar reclamação de alunos, professores e responsáveis, a SED (Secretaria Estadual de Educação) informou, em entrevista coletiva nesta quinta-feira (3), que, ao todo, quatro escolas serão afetadas pelo reordenamento: três em Campo Grande e uma em Camapuã (cidade a 135 quilômetros de Campo Grande).

A secretária estadual de educação, Maria Cecília Amêndola da Motta, confirmou que os comunicados de fechamento e mudanças foram feitos “de última hora” e justificou que a medida foi para evitar comentários de que as ações tinham cunho eleitoral.

“Foi um ano político e, tudo o que se fazia antes, diziam que estávamos direcionando para a política. Eu fiz só uma ação antes, foi muito criticada e [eu] parei. Eu prorroguei o mandado dos diretores até 2019, porque, achei que era um ano muito tumultuado”, citou a secretária. “Ah, prorrogou porque era política, porque era isso, porque era aquilo”, diz a secretária em relação aos comentários recebidos sobre o mandado dos diretores.

“Tudo isso que estamos fazendo em cima da hora e, eu concordo que é em cima da hora, tinha que ser feito e já estava pronto, só foi feito após as eleições para não ter conotação política nenhuma”, afirmou Maria Cecília.

Segundo a secretária, foram levados em conta para a reordenação diversos motivos: número de alunos; a obrigatoriedade de o ensino básico e fundamental serem fornecido pelos Municípios e o médio pelo Estado; espaço físico das escolas e o foco do ensino.

Em Campo Grande, a Escola Zamenhof foi realmente fechada, pois, funcionava em prédio alugado. A SED alega que a economia será de R$ 90 mil por ano e que todos os alunos tiveram a oportunidade de escolher a nova escola em que estudariam.

Em Camapuã, a escola que teve as atividades encerradas, nesta quinta-feira (3), foi transferida para outra unidade de ensino. A Escola Estadual Otaviano Gonçalves, no Residencial Flamingos, foi desativada, segundo a secretária, a pedido da própria comunidade.

Conforme Maria Cecília o bairro teve um processo de ‘envelhecimento’ em que a demanda escolar de crianças e adolescentes caiu. Com isso, haverá a transferência, dos cerca de 400 alunos restantes, para a Escola Estadual Arlindo Gomes de Andrade – que fica no mesmo bairro (cerca de 100 metros).

Escola Estadual Riachuelo

Escola Riachuelo, que teve o maior número de reclamações, no fim de dezembro, foi ‘transferida’ para um dos andares da Escola Hércules Maymone, a aproximadamente seis quilômetros de distância), conforme a secretária, por conta da localização, uma vez que onde estava instalada, no Cabreúva, não havia facilidade de ônibus.

Embora esteja deslocando os alunos para Escola Hércules Maymone, que está ao lado do ponto de integração, a princípio, não haverá mais linhas de ônibus para o local. Segundo a secretária o movimento para a noite não é grande, mas, mesmo assim, houve pedido. “Nós pedimos linha, pedimos um monte de coisa, mas não conseguimos”, afirmou.

Calendário escolar

A titular da SED ainda explicou como funcionará o calendário escolar deste ano. Foi estabelecido contato com os prefeitos do interior e apresentado três calendários. Nos próximos dias, as prefeituras poderão escolher entre duas datas para início, levando em consideração conveniência das aulas na zona rural, em regiões como o Pantanal e o transporte dos alunos.

As datas de início poderão ser nos dias 11 ou 18 de fevereiro. “A gente já publicou três tipos de calendário, sempre respeitando as férias de julho, por conta dos professores que fazem parte das duas redes e a partir da semana que vem, vamos falar com cada prefeito e optar por município, o calendário que será aceito por cada prefeitura. Ela manda para secretaria [ Estadual de Educação] e fica normatizado o calendário”, pontua.

Confira o calendário de designação

8 janeiro: lista de alunos designados

10 a 16: efetivação da matrícula

10 a 16: nova fase de pré-matrícula para quem perdeu a primeira

21 a 25: efetivação da matrícula

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