Funcionários do Departamento de Estado dos EUA pirateados pelo Grupo NSO

Correio do Pantanal

4 dez 2021 às 06:36 hs
Funcionários do Departamento de Estado dos EUA pirateados pelo Grupo NSO
Funcionários do Departamento de Estado dos EUA pirateados pelo Grupo NSO
Foto: DR

JN/AgênciasHoje às 00:39

Os telefones de 11 funcionários do Departamento de Estado norte-americano foram pirateados através da tecnologia israelita do NSO Group, indicou fonte citada pela agência noticiosa Associated Press (AP), que não a identifica.

Segundo a fonte, que a AP considera estar “familiarizada com o assunto”, mas que não está autorizada a falar publicamente sobre uma investigação em curso, os 11 funcionários trabalham no Uganda</p>

Alguns funcionários locais do departamento de Estado no Uganda também parecem ter estado entre os pirateados.

Não se sabe ainda que indivíduos ou entidades usaram a tecnologia da NSO para invadir as contas, ou quais as informações que foram obtidas.

As notícias sobre a pirataria informática, que foram relatadas pela primeira vez pela agência noticiosa Reuters, surgem um mês depois de o Departamento de Comércio dos Estados Unidos ter colocado o NSO Group na lista negra, limitando a sua capacidade de usar tecnologia norte-americana.

Na semana passada, a Apple processou o NSO Group com a intenção de pôr termo à pirataria a todos os iPhones e outros produtos da empresa, considerando a companhia israelita como os “mercenários amorais do século XXI”.

Segundo a fonte citada pela AP, os funcionários do Departamento de Estado norte-americano foram pirateados a partir dos seus próprio iPhones.

Numa declaração, o NSO Group ter encerrado o “acesso dos clientes relevantes” ao seu sistema de “hacking”, mas não disse quais eram.

A empresa disse que a sua tecnologia de espionagem está impedida de piratear telefones nos Estados Unidos e que só o vende a clientes licenciados.

“A NSO não tem como saber quem são os alvos dos clientes, como tal, não sabíamos e não poderíamos ter conhecimento deste caso”, disse a empresa.

Ao anunciar o processo, a Apple enviou notificações para pessoas cujos iPhones foram pirateados com o sistema ‘Pegasus’ em países como El Salvador ou Polónia. Os funcionários visados do Departamento de Estado estavam entre eles.

A Apple não quis comentar as ações de pirataria no Uganda.

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