Em MS, caminhoneiros ignoram acordo com Temer e cobram de Reinaldo redução de ICMS

Correio do Pantanal

29 maio 2018 às 08:55 hs
Em MS, caminhoneiros ignoram acordo com Temer e cobram de Reinaldo redução de ICMS

Greve continua em diversos pontos em diversos pontos do Estado

 Midiamax,

Ainda em greve. Centenas de caminhoneiros permanecem paralisados em diversos pontos de Mato Grosso do Sul e afirmam que não reconhecem o acordo anunciado pelo governo do presidente Michel Temer (MDB) com algumas entidades que representam a categoria.

A reportagem do Jornal Midiamax esteve na manhã desta segunda-feira (28) em ponto de concentração dos caminhões, na BR-262, e um grupo de caminhoneiros ouvidos afirmou que não se sente alcançado com os pontos do acordo firmado na noite de ontem, domingo (27).

O principal pedido dos caminhoneiros que aderiram à greve em Mato Grosso do Sul é a redução do ICMS sobre o óleo diesel, por parte do governo de Reinaldo Azambuja (PSDB), de 17% para 12%. Segundo eles, a ‘desmobilização’ só acontecerá se forem atendidos pela gestão tucana.

SAIBA MAIS

“A gente não imaginava que teria tanto apoio, e vamos continuar”, prometeu o caminhoneiro Renan Ferrari, que está parado desde o último dia 20 de maio.

A categoria alega que a proposta apresentada pelo governo federal não resultará em benefícios, que amarga perdas desde 2017.

Pautas e doações

Com diversas faixas com pedidos de intervenção militar, voto impresso e redução de impostos, os caminhoneiros destacam que querem a diminuição da alíquota do ICMS, e afirma que como houve muita adesão à greve, diversos grupos, alguns com ligações partidárias, aproveitam o espaço e o momento para apresentarem suas manifestações.

Os caminhoneiros visitados pela reportagem estão recebendo um grande volume de doações de alimentos, e estão inclusive distribuindo para outros pontos de paralisação. Uma cozinha comunitária chegou a ser montada no local, e não há previsão para o fim da greve.

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