Detido no Dubai narcotraficante italiano Raffale Imperiale após cinco anos de fuga

Correio do Pantanal

20 ago 2021 às 06:04 hs
Detido no Dubai narcotraficante italiano Raffale Imperiale após cinco anos de fuga
Raffale Imperiale, figura proeminente do crime organizado de Nápoles e considerado um dos fugitivos mais
Raffale Imperiale, figura proeminente do crime organizado de Nápoles e considerado um dos fugitivos mais perigosos do paísFoto: Twitter

JN/AgênciasHoje às 00:54

Um dos mais procurados narcotraficantes de Itália e em todo o Mundo, Raffale Imperiale, em fuga há mais de cinco anos, foi detido no Dubai, revelou a polícia italiana.

Raffale Imperiale, figura proeminente do crime organizado de Nápoles, no sul da Itália, e considerado um dos fugitivos mais perigosos do país, foi detido em 4 de agosto, numa operação coordenada entre a Interpol e a Europol, segundo revelaram as autoridades policiais na quinta-feira.

O “barão da droga”, de 47 anos, foi “durante muito tempo um dos protagonistas do tráfico internacional de droga e lavagem de dinheiro” que, ao longo dos anos, criou “uma rede impressionante de traficantes internacionais, em particular de cocaína”, referiu ainda a polícia italiana.

Segundo o Ministério do Interior italiano, as autoridades procuravam o detido desde janeiro de 2016, por alegada lavagem de dinheiro e tráfico internacional de droga.

A justiça italiana já está a preparar um pedido de extradição, acrescentou.

Imperiale, parte do clã Amato-Pagana, que pertence à Camorra, famosa organização da máfia napolitana, mudou-se de Itália para Amesterdão na década de 1990 para gerir uma cafetaria, antes de se juntar aos traficantes de droga dos Países Baixos, segundo revela o jornal ‘La Repubblica’.

Após se envolver no tráfico de ecstasy, viria depois a consolidar-se no negócio mais lucrativo, o da cocaína, importando toneladas de droga para os Países Baixos e mercado europeu, com a ajuda de traficantes sul-americanos, enquanto geria restaurantes e empresas de investimento.

Em 2016, a polícia italiana descobriu numa habitação propriedade de Imperiale em Nápoles dois quadros de Van Gogh, o ‘Seascape at Scheveningen’ (1882) e o ‘Congregation Leaving the Reformed Church at Nuenen’, que tinham sido roubados 14 anos antes do Museu Van Gogh, em Amesterdão.

As autoridades explicaram na quinta-feira que um colaborador de Imperiale, Vincenzo Aprea, associado à Camorra e atualmente na prisão, conseguiu comprar estas pinturas no mercado negro com o dinheiro do tráfico de droga.

Investimentos em arte, imóveis e negócios legítimos como hotéis, restaurantes ou farmácias são cada vez mais comuns entre membros da máfia italiana, segundo os investigadores.

Pouco antes de as pinturas de Van Gogh serem descobertas, a polícia financeira de Itália apreendeu cerca de 40 casas em Espanha, alegando que Imperiale tinha adquirido com receitas ilícitas.

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