6 mar 2019 às 14:49 hs
Sobe para 25 número de relatos de agressões com agulha de seringa no carnaval de Pernambuco

Por TV Globo e G1 PE


Mais de 20 pessoas alegam ter sofrido picadas de seringa no carnaval
Mais de 20 pessoas alegam ter sofrido picadas de seringa no carnaval

Subiu para 25 o número de pessoas atendidas no Hospital Correia Picanço, no bairro da Tamarineira, na Zona Norte do Recife, que relataram terem sido agredidas com seringas de agulha durante o carnaval em Pernambuco. As informações foram repassadas, nesta quarta-feira (6), por meio de nota, pela Secretaria Estadual de Saúde (SES). (Veja vídeo acima)

Na terça-feira (5), a secretaria enviou uma primeira nota, informando que, desde o sábado (2), dez pessoas tinham sido atendidas na unidade, relatando as agressões. De acordo com a pasta, todas receberam medicamentos contra doenças infectocontagiosas.

Nesta quarta, o diretor do Hospital Correia Picanço, Thiago Ferraz, informou que, dos 25 casos notificados até o momento, 15 envolvem mulheres, entre 17 e 46 anos. Essas ocorrências foram registradas entre o sábado e esta quarta de manhã.

Segundo os relatos, as pessoas apresentavam lesões na pele, nos braços, no ombro e nas costas. Elas contaram que as agressões ocorreram no desfile do Galo da Madrugada, no Bairro do Recife, em Olinda e em outros locais da Região Metropolitana.

O diretor da unidade disse, ainda, que é preciso observar as pessoas que relataram as agressões. “Elas vão tomar o coquetel para evitar o HIV, durante 28 dias, e depois voltarão ao hospital para uma reavaliação”, afirmou.

Segundo Ferraz, os maiores riscos são de transmissão de HIV e hepatites virais. “Em relação ao HIV, a pessoa tem até 72 horas para receber o medicamento para evitar a contaminação”, acrescentou.

Vítima

A secretária-executiva Divonete Oliveira procurou o Correia Picanço, nesta quarta, para tomar a medicação. Ela relatou à TV Globo que foi picada durante os festejos no Bairro do Recife.

Divonete disse que estava procurando o marido, no meio da multidão, quando sentiu uma picada no braço direito. “Era uma picada fina, de agulha fina”, afirmou.

A mulher contou que, a princípio, não se preocupou com o fato, mas quando viu a repercussão do caso nas redes sociais, decidiu procurar o hospital.

“Eu vi um rapaz de uns 18 anos depois de sentir a picada. Ele ficou olhando para mim e saiu”, declarou.

Hospital Correia Picanço fica na Zona Oeste do Recife — Foto: Reprodução/TV Globo
Hospital Correia Picanço fica na Zona Oeste do Recife — Foto: Reprodução/TV Globo

Prevenção

Na nota desta quarta-feira, a secretaria ressaltou que todos os pacientes foram liberados após o atendimento. Antes, no entanto, tomaram medicamentos que são ministrados para prevenção ao vírus HIV.

A secretaria disse, ainda, que, segundo os relatos repassados pelas próprias vítimas, “as autoridades policiais não chegaram a ser acionadas”. A pasta orientou que essas pessoas devem procurar as delegacias, já que as investidas podem ser tipificadas como crime.

Por fim, a secretaria destacou que os registros estão sendo monitorados, durante 24 horas por dia, no Centro Integrado de Operações Conjuntas da Saúde (Ciocs).

Uma equipe de gestores, conforme a SES, acompanha as ações por meio de painéis, permitindo agilidade na compilação de dados, além de agrupar número de atendimentos e doenças de notificação compulsória.

O trabalho funciona por meio do software de Ambiente de Monitoramento de Risco (Amber), que produz relatórios em tempo real com os dados gerados nos serviços de saúde.

A Polícia Civil confirmou que, até esta quarta de manhã, não tinham sido registradas queixas em delegacias.

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