6 jan 2019 às 08:09 hs
Prefeito e estudante trocam socos após sessão na Câmara Municipal de Água Clara, em MS; veja vídeo

Por Graziela Rezende, G1 MS

Prefeito e estudante trocam socos após sessão em MS
G1 MS
Prefeito e estudante trocam socos após sessão em MS

Prefeito e estudante trocam socos após sessão em MS

A Polícia Civil investiga a agressão entre um estudante e o prefeito de Água Clara, a 179 km de Campo Grande. O caso correu há 3 dias e o prefeito Edvaldo Alves de Queiroz (PDT), conhecido como “Tupete”, deve prestar depoimento, na tarde desta sexta-feira (3). O outro envolvido, que cursa publicidade, Carlos Henrique Vieira dos Santos, de 19 anos, também esteve na delegacia.

Conforme o registro policial, o prefeito participava de reunião na Câmara Municipal, ocasião em que foi eleito o presidente da casa. Ao sair, ele alegou que Carlos deu um soco no olho direito dele. Já o jovem ressaltou que conversava com amigos, em frente à Câmara, quando o prefeito “o atacou pelas costas e deu-lhe um soco no ombro”.

Carlos ressaltou que, em seguida, foi até o hospital municipal e fez exames de corpo de delito. Ele também falou que recebeu ameaças, considerando o prefeito um homem “frio e perigoso”, pedindo medidas protetivas contra ele. Ao contrário, o gestor falou que o estudante é genro do vereador Gustavo Guiraldeli, sendo “totalmente manipulado” por ele, principalmente quando se posiciona nas redes sociais.

“Vou prestar depoimento hoje, às 14h [de MS]. Mas, já tenho 8 boletins de ocorrência contra este jovem e o vereador. São ofensas pessoais, todas influenciadas pelo sogro. Eu até concordo e acho válido questionar a política e a administração, porém não é o caso. Há tempos ele me ofende e tenho tudo isto documentado, não estou falando da boca pra fora”, afirmou o prefeito ao G1.

A reportagem também conversou com o vereador Gustavo Guiraldelli (PSDB). “Meu genro está comigo e estamos buscando a nossa defesa. Já registramos o boletim de ocorrência e ele prestou depoimento. Vamos aguardar se terá um TCO [Termo Circunstanciado de Ocorrência] apenas ou se vai se tornar inquérito policial, então é necessário aguardar o desenrolar dos fatos”, disse.

No caso das acusações, o vereador disse que não houve ofensas. “Estamos falando de um prefeito investigado por improbidade e dano ao erário público. Ele responde na Justiça e estamos falando o que realmente acontece, é só pesquisar. Eu sou um cidadão preocupado e afirmo, categoricamente, que não existiu discussão, foi agressão de tocaia”, finalizou Carlos.

Bloqueio de bens

No dia 21 de janeiro de 2018, o Ministério Público pediu o bloqueio de R$ 800 mil em bens do prefeito Edvaldo, além de mais oito pessoas – entre elas sócios de três empresas e funcionários públicos – devido à suspeita de tentativa de fraude em licitação no ano de 2012 para a contratação de assessoria jurídica para o município. Conforme o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), o prefeito ainda responde aos processos.

O caso foi registrado como ameaça e lesão corporal dolosa, na delegacia do município. Somadas, as penas podem chegar a quase dois anos de detenção, além de multa.

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