10 jan 2019 às 08:54 hs
Polícia apura tortura a menina de 16 anos, divulgada na rede social: ‘Não deixei marca nenhuma, sou besta não’

Por Graziela Rezende, G1 MS

Grupos nas redes sociais de supostas agressoras chamava "as bandidas", diz polícia — Foto: TV Morena/ReproduçãoGrupos nas redes sociais de supostas agressoras chamava "as bandidas", diz polícia — Foto: TV Morena/Reprodução

Grupos nas redes sociais de supostas agressoras chamava “as bandidas”, diz polícia — Foto: TV Morena/Reprodução

A Polícia Civil apura um suposto caso de tortura, envolvendo uma menina de 16 anos e outras adolescentes, no bairro Guanandi, região sul de Campo Grande. De acordo com a irmã da vítima, o caso ocorreu no início desta semana e ela ficou sabendo após receber prints das agressões, de um grupo no WhatsApp chamado “As bandidas”.

Ao G1 o delegado Fábio Sampaio, da Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e Juventude (Deaij), disse que os policiais fazem diligências, neste momento, para levar os pais da vítima até a delegacia e também identificar todas as outras adolescentes envolvidas.

“Nós já estamos analisando o material desde ontem, quando tomamos conhecimento do fato. Agora, os depoimentos é que vão revelar exatamente o que aconteceu. Tivemos a informação da briga e da divulgação nas redes sociais e tudo será melhor esclarecido com as oitivas”, explicou Sampaio.

Polícia investiga suposta tortura a adolescente em Campo Grande
Bom Dia MS
Polícia investiga suposta tortura a adolescente em Campo Grande

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Entre as conversas, uma das supostas agressoras escreveu: “Eu não deixei marca nenhuma, sou besta não…eu só bati nela, porque ela falou pra mimdemorô“.

A irmã da adolescente comentou que ficou “muito preocupada”, assim que começou a receber os prints. Na ocasião, a menina teria sido chamada por uma menina de 18 anos e outra de 17. “Ela saiu de casa às 6h30 [de MS] e estas meninas fizeram chamada de vídeo e outras pessoas que eu conheço mandaram os prints. Minha irmã ficou sendo torturada por 2h30 e fizeram imagens por chamada de vídeotambém. Se eu não tivesse ido atrás, minha irmã poderia estar morta agora”, lamentou.

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