9 out 2018 às 10:25 hs
Onze números que explicam a eleição de 2018

Por G1


O 1º turno foi marcado por polarizações, brigas em redes sociais, enxurrada de mensagens falsas (checamos centenas delas, confira aqui) e surpresas nas urnas. Os números a seguir dão um panamora de como chegamos aqui e para onde vamos.

46%

Foi o número de votos válidos que teve Jair Bolsonaro (PSL), candidato que entra no 2º turno com larga vantagem sobre o adversário Fernando Haddad (PT). A diferença de votos entre os dois foi de quase 18 milhões. Na onda conservadora e do antipetismo que cresceu no Brasil nos últimos tempos quem surfou foi Bolsonaro e seu pequeno partido, como você vê na análise de Helio Gurovitz e em outros números abaixo.

29,9 milhões

de brasileiros deixaram de votar no 1º turno. Eles são 20,3% do eleitorado. O total de ausentes é o mais alto desde as eleições de 1998.

Menos de 5%

foi quantos votos conseguiu Geraldo Alckmin. Ele terminou a eleição em 4º lugar, atrás de Ciro Gomes (PDT). Com discurso moderado, Alckmin não conseguiu espaço em terreno fértil para indignados e agressivos, como diz o colunista Valdo Cruz. Até mesmo no ninho tucano, aliados importantes debandaram em direção a Bolsonaro, que concentrou a oposição ao PT.

13

governadores foram eleitos no 1º turno. Alguns, como Camilo (PT), no Ceará, e Renan Filho (MDB), em Alagoas, venceram de lavada. Outros passaram por um triz para o 2º turno, como Marcio França (PSB), em São Paulo.

PSB e o PT foram os que mais elegeram candidatos. No 2º turno, o PSDB é a sigla com mais candidatos: são 6 ao total.

Supreendeu a ida de Wilson Witzel (PSC), aliado de Bolsonaro, ao segundo turno no Rio de Janeiro. Ele disputa a vaga com Eduardo Paes (DEM). As pesquisas mostravam Romário à frente de Witzel, que tinha começado a campanha com apenas 1% das intenções de voto.

O resultado também foi de virada em Minas Gerais, onde Romeu Zema (Novo) e Antonio Anastasia (PSDB) vão disputar o segundo turno. Os últimos levantamentos mostravam Fernado Pimentel (PT) à frente de Zema.

85%

é a taxa de renovação do Senado, a maior da história. Quarenta e seis dos 54 eleitos são novos no cargo. O resultado acompanha um desejo que muitos brasileiros expressavam desde os protestos de 2013: mudança e renovação. Essas palavras foram usadas por muitos partidos durante a campanha.

Cinco novos siglas, entre elas o PSL, passarão a ter representantes no Senado. O partido de Bolsonaro terá 4 representantes – um deles é seu filho, Flávio Bolsonaro.

Caciques da “velha política”, como Romero Jucá (MDB-RR), Roberto Requião (MDB-PR), Edison Lobão (MDB-MA) e Eunício Oliveira (MDB-CE), foram derrotados.

Petistas e aliados também perderam espaço no Senado. Ficaram de fora Lindbergh Farias (PT-RJ), Jorge Viana (PT-AC), Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), que tentavam a reeleição, além de Eduardo Suplicy (PT-SP).

10

senadores que foram alvo da Lava Jato, seja como investigado, denunciado ou réu, não se reelegeram. É o caso de nomes como Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), Edison Lobão (MDB-MA), Garibaldi Alves Filho (MDB-RN) e Lindbergh Farias (PT-RJ).

Beto Richa (PSDB-PR), que foi preso em operação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) e teve a casa vasculhada recentemente pela Lava Jato, ficou em sexto lugar na disputa por uma vaga ao Senado e não se elegeu.

240

deputados conseguiram se reeleger. A taxa de renovação foi de 53,2%. O PSL surpreendeu de novo e conseguiu um feito importante: eleger 52 deputados e ter a segunda maior bancada na Câmara, atrás do PT, que elegeu 56. Na eleição anterior, o partido do presidenciável tinha conseguido apenas uma cadeira.

51%

foi o aumento no número de mulheres eleitas na Câmara dos Deputados. As campanhas que recomendavam o voto em mulher para aumentar a representatividade tiveram efeito. Ainda assim, elas serão apenas 15% do total de deputados federais. Na população, a cada 10 pessoas, 5 são do sexo feminino.

4 vezes

maior é o número de policiais e militares no Legislativo neste ano, em comparação com 2014. São 73 candidatos eleitos em meio à maior popularidade de discursos sobre segurança pública e combate à violência. No governo de Michel Temer, militares ganharam mais espaço na administração. No Rio de Janeiro, foi decretada uma intervenção federal comandada por generais.

2.031.829

votos recebeu Janaína Paschoal (PSL-SP), a deputada estadual mais votada da história. Ela teve mais votos do que 10 dos 13 governadores eleitos no primeiro turno e do que candidatos à à Presidência como Henrique Meirelles (MDB) e Marina Silva (Rede). Janaína é uma das autoras do pedido de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

700

mensagens e declarações de políticos foram checadas pela equipe do Fato ou Fake durante a campanha do 1º turno. Mais de 100 boatos foram desmentidos e, dentre as falas de candidatos à Presidência ou vice, 97 foram identificadas como fake. Também foram checadas declarações de candidatos aos governos do Distrito Federal, do Rio de Janeiro e de São Paulo: 32 delas eram fake.

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