6 mar 2019 às 15:23 hs
No semiaberto, Luiz Estevão volta a ocupar cela que teria sido reformada por ele na Papuda

Por Gabriel Luiz, G1 DF


O ex-senador Luiz Estevão, que cumpre pena de 26 anos de prisão em Brasília — Foto: Reprodução/TV Globo
O ex-senador Luiz Estevão, que cumpre pena de 26 anos de prisão em Brasília — Foto: Reprodução/TV Globo

Com a ida do regime fechado para o semiaberto, o senador cassado Luiz Estevão volta para a ala de vulneráveis do Centro de Detenção Provisória (CDP). É esta unidade que o político é acusado de ter pago para reformar enquanto ficou preso no local, em 2016.

Pela decisão da juíza Leila Cury, da Vara de Execuções Penais (VEP), o empresário deixa a Penitenciária do Distrito Federal (PDF 1) – onde estava lotado – com direção ao velho endereço. Os dois presídios fazem parte do Complexo da Papuda.

Segundo o advogado dele, Marcelo Bessa, a unidade é específica para presos do semiaberto que podem correr risco se misturados a outros presos.

Agora, Luiz Estevão poderá cumprir trabalho externo, com a condição de voltar ao presídio à noite. Também terá direito aos “saidões” – as saídas temporárias.

Promotores comparam ala reformada onde Luiz Estevão cumpre pena (esquerda) e outro ambiente da mesma unidade — Foto: Ministério Público do DF/Divulgação
Promotores comparam ala reformada onde Luiz Estevão cumpre pena (esquerda) e outro ambiente da mesma unidade — Foto: Ministério Público do DF/Divulgação

Imobiliária

Dono de construtoras e até de um time de futebol, Luiz Estevão pediu para trabalhar em uma imobiliária que não faz parte do grupo de empresas dele. Agora, a Justiça precisa autorizar o novo emprego.

No entendimento do advogado, não haveria problema em Luiz Estevão trabalhar em uma empresa própria. No entanto, o assunto não é consenso no meio jurídico.

“Para não ter nenhum tipo de questionamento, foi a opção dele [de trabalhar em uma empresa com outro patrão].”

Segundo Marcelo Bessa, o cliente dele não tinha recebido autorização de trabalho externo – e portanto não tinha deixado o presídio – até a manhã desta quarta-feira (6).

Pena de 26 anos

Luiz Estevão foi condenado a 26 anos de prisão por fraudes na construção do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de São Paulo. No entanto, ficou no regime fechado 2 anos, 11 meses e 21 dias.

Segundo a Justiça, ele conseguiu reduzir a pena por meio de cursos (como de mecânico, pedreiro e de inglês) e trabalhando (entregando e recolhendo marmita ou ajudando na biblioteca).

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