10 out 2018 às 13:25 hs
Não há indícios de crime em incêndio que matou menina de quatro anos, diz polícia

Laudo pericial deve confirmar suspeita do delegado que apura o caso

Por RENAN NUCCI

Patrícia Ximenes Araújo, mãe da menina, teve queimaduras. A pastora  Rosemeire Aparecida Melo, moradora no imóvel, e uma menina de 11 anos tiveram inalaram fumaça, mas sobreviveram. “Não há indicativos de que o incêndio foi provocado por terceiros, a não ser uma declaração da pastora de que o ex-marido estaria envolvido. Ele prestou depoimento, negou e disse que estava em uma chácara em Jaraguari na data dos fatos”, disse Sérgio.

A polícia acredita que o fogo tenha surgido, de fato, a partir de uma instalação elétrica irregular feita para “puxar” energia da casa do vizinho, já que a residência estava com o fornecimento interrompido em razão de pedido de consumo final feito pelo ex-cunhado da pastora, que era titular da conta. “Tudo indica que esta ligação elétrica possa estar relacionada. Mas o laudo poderá mostrar se foi isso mesmo, ou se por exemplo houve uso de produto inflamável”, pontuou.

Ainda nesta semana o delegado espera ouvir Rose, Patrícia e testemunhas a fim de levantar mais informações sobre o caso. Conforme já noticiado, o incêndio teve início por volta das 07h30, na residência localizada na Rua Aurélio Leonardo de Souza. Quatro pessoas foram atingidas. Patrícia teve queimaduras e foi socorrida em estado grave. Rose e a filha de criação dela, de 11 anos, foram encaminhadas para o hospital, mas fora de risco. Nicole foi a última pessoa a deixar a residência, sendo resgatada por um bombeiro, e não resistiu.

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