31 jul 2018 às 07:12 hs
Montanhistas isolados após terremoto são resgatados de área de vulcão na Indonésia

Mais de 500 montanhistas estavam isolados. Grupo começou a descer a montanha à noite. Ultimos seis saíram na manhã desta terça-feira (31).

Montanhistas que estavam presos no Monte Rinjani chegam a um posto de controle (Foto: Pikong / AFP Photo)

Montanhistas que estavam presos no Monte Rinjani chegam a um posto de controle (Foto: Pikong / AFP Photo)

Os mais de 500 montanhistas e seus guias isolados no topo do Monte Rinjani, na ilha de Lombok, na Indonésia, após um forte terremoto foram resgatados, informaram autoridades.

“O grupo foi retirado com sucesso da área do vulcão onde estava isolado após deslizamentos de terra provocados por um terremoto ocorrido no final de semana”, disse nesta terça-feira (31) Sutopo Purwo Nugroho, porta-voz da Agência Nacional de Emergências.

No total, “543 alpinistas foram retirados e chegaram ao anoitecer”, afirmou Nugroho. “Os últimos seis chegaram na manhã desta terça), acrescentou.

Segundo Nugroho, foram mobilizados mais de 200 policiais, militares e médicos indonésios.

A descida do Rinjani foi possível após os guias encontrarem um caminho alternativo que não foi bloqueado pelos deslizamentos de terra. “Todos estavam cansados, mas em boas condições e foram examinados por nossas equipes de médicos assim que chegaram”, disse o porta-voz sobre os alpinistas, incluindo franceses, americanos, alemães, holandeses e tailandeses.

O monte Rinjani tem 3.726 metros de altura e é o segundo maior vulcão da Indonésia, muito procurado por alpinistas por suas vistas magníficas.

O terremoto provocou o deslizamento de toneladas de pedras e barro, que bloquearam os visitantes na montanha. As trilhas foram fechadas após o terremoto pelo temor de novos deslizamentos.

O abalo principal foi seguido por dois tremores intensos e mais de 100 tremores secundários.

O terremoto de domingo deixou pelo menos 16 mortos e mais de 300 feridos. Destruiu centenas de casas e provocou cenas de pânico quando os moradores e turistas correram para as ruas.

O epicentro foi situado 50 km ao nordeste de Mataram, a principal cidade da ilha de Lombok.

O presidente indonésio, Jokowi Widodo, visitou na segunda-feira (30) as áreas atingidas e prometeu ajuda financeira aos moradores que perderam suas casas na catástrofe. “Devemos ter consciência de que nosso país se encontra no círculo de fogo. As pessoas devem estar preparadas para qualquer catástrofe”, afirmou Jokowi.

A Indonésia, arquipélago de 17.000 ilhas, fica no círculo de fogo do Pacífico, uma região de forte atividade sísmica. O país registra muitos terremotos, a maioria sem provocar vítimas.

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