12 jun 2018 às 09:54 hs
Gás de cozinha não chega em MS e não há previsão de reabastecimento, afirma sindicato
Coxim Agora,
Foto: Divulgação

Ainda com reflexos da greve dos caminhoneiros, a falta de gás de cozinha em Mato Grosso do Sul segue em sua segunda semana. Na manhã desta segunda-feira (11) em Campo Grande, apenas uma distribuidora contava com 2,4 mil botijões para uma demanda de 16 mil vasilhames nas revendas da cidade.

O que acontece, segundo o presidente do Sindicato do Gás de Mato Grosso do Sul, é que nenhuma carga de gás tem conseguido chegar até o Estado e isso está preocupando a categoria, que segue sem previsão de quando os pontos de revenda serão devidamente abastecidos. Uma reunião para discutir e cobrar soluções das refinarias e das distribuidoras será feita nesta segunda-feira (11).

“Teremos uma reunião com o pessoal, para discutir esse assunto que está muito chato já porque a gente não tem uma projeção de nada. Não sabemos que hora vai ter, que hora que não vai ter. Vamos cobrar uma melhora das companhias para ter um posicionamento para a população”, disse Vilson ao Jornal Midiamax.

Ainda segundo o presidente da entidade, o problema ainda se deve o processo de normalização pós-greve dos caminhoneiros que, devido a isso, aumentou as demandas nas refinarias, que não estariam dando conta de supri-las.

Além disso, a ordem de carregamento dos caminhões, que não favorece os veículos de MS que chegam para carregar. A refinaria de gás de cozinha que abastece o Estado fica localizada em Paulínia, São Paulo.

Escassez e necessidade

A escassez do gás de cozinha têm feito com que moradores procurem pelas redes sociais alguém disposto a vender o utensilio. Outros internautas, já sabendo da procura, oferecem o produto por preço semelhante e até mesmo a baixo do valor de mercado.

Na última semana, o Midiamax noticiou a polêmica envolvendo um anúncio de um botijão de gás em um grupo de classificados. Vendendo o vasilhame + o gás, uma moradora anunciou o botijão por R$ 200 em um grupo de vendas no Facebook e publicação causou polêmica.

À reportagem ela comentou que muitas pessoas estão criticando, pois não compreendem que a venda não é apenas o gás, mas sim o conjunto. “Muita gente criticando, acham que estou vendendo só o gás. Estou vendendo porque estou apertada, muita conta para pagar”, contou.

Basta entrar em grupos de compra e venda nas redes sociais, digitar “botijão” ou “gás de cozinha” que é possível encontrar o comércio alternativo do produto enquanto não há previsão para que a situação se normalize nas cidades. Os preços variam entre R$ 60 e R$ 80 botijões mediante a troca de outro vasilhame.

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