8 out 2018 às 05:11 hs
Cabo Daciolo, do Patriota, fica em 6º na corrida presidencial

Por Guilherme Fontana e Lucas Vidigal, G1


Candidato do Patriota à Presidência da República, Cabo Daciolo visita feira religiosa em São Paulo — Foto: Marina Pinhoni/G1
Candidato do Patriota à Presidência da República, Cabo Daciolo visita feira religiosa em São Paulo — Foto: Marina Pinhoni/G1

Com uma campanha de poucas aparições públicas e R$ 808 em gastos declarados à Justiça Eleitoral, o candidato do Patriota à Presidência, Cabo Daciolo, ficou em 6º na corrida presidencial, à frente de nomes como Marina Silva (Rede), Henrique Meirelles (MDB) e Alvaro Dias (Podemos).

Com quase 100% das urnas apuradas, Daciolo obteve 1.348.229 de votos.

Daciolo é deputado federal e tem 42 anos. Neste ano, se candidatou pela primeira vez à Presidência, mas passou a maior parte da campanha eleitoral no alto de um monte no estado do Rio de Janeiro “em jejum e oração”, como disse.

Seu único ato de campanha durante toda a corrida presidencial uma visita à Expo Cristã, na penúltima semana de campanha, em São Paulo. Além disso, ele fez algumas transmissões ao vivo por rede social.

O candidato declarou gastos de R$ 808,92, o que o coloca como responsável pela campanha presidencial mais barata até o momento – a prestação final de contas pode ser feita até dezembro. Henrique Meirelles (MDB), dono da mais cara, com gastos de R$ 53 milhões, chegou em 7º.

O candidato do Patriota se notabilizou pelo bordão “Glória a Deus” e pelas falas religiosas nos debates. Enquanto deputado, Daciolo organizava pequenos cultos e reuniões evangélicas no Congresso Nacional.

Em um dos debates na televisão, o deputado deu origem a memes ao sugerir que o candidato Ciro Gomes (PDT) tinha relação com “o plano da Ursal” – sigla que, nas palavras de Daciolo, significa “União das Repúblicas Socialistas Latino-Americanas”. O pedetista, em resposta, negou conhecer o plano.

Cabo Daciolo votou acompanhado pelos filhos no Rio neste domingo (7) — Foto: Raoni Alves/G1

Cabo Daciolo votou acompanhado pelos filhos no Rio neste domingo (7) — Foto: Raoni Alves/G1

Trajetória

Daciolo ganhou notoriedade em 2011, quando liderou a greve dos bombeiros no estado do Rio de Janeiro, durante a gestão Sérgio Cabral. A liderança do movimento rendeu 16 dias de prisão, em fevereiro de 2012. O PSOL, então, o convidou para participar das eleições de 2014, e o militar conseguiu se eleger com 49.831 votos.

Em 2015, porém, o PSOL expulsou o militar: ele havia protocolado uma proposta para incluir a frase “Todo poder emana de Deus” na Constituição.

Assim, Daciolo foi para o PTdoB, atual Avante. Depois, se filiou ao Patriota – antigo PEN. A sigla, registrada em 2012 pelo TSE, nunca havia lançado candidato à Presidência. Em 2014, o partido, ainda com o antigo nome, apoiou a candidatura de Aécio Neves (PSDB), derrotado no segundo turno.

Cabo Daciolo é casado com Cristiane Daciolo e pai de três filhos. Apesar de ter feito carreira política e militar no Rio de Janeiro, ele nasceu em Florianópolis (SC) e é filho de Manoel Fonseca, coronel-aviador reformado e procurador federal da Advocacia-Geral da União, e Neuza Daciolo.

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