16 jan 2019 às 20:09 hs
Bodas do Caná

Em Caná

PALAVRA – Evangelho – João 2:1-11 – 1No terceiro dia houve um casamento em Caná da Galiléia. A mãe de Jesus estava ali; 2Jesus e seus discípulos também haviam sido convidados para o casamento. 3Tendo acabado o vinho, a mãe de Jesus lhe disse: “Eles não têm mais vinho”. 4Respondeu Jesus: “Que temos nós em comum, mulher? A minha hora ainda não chegou”. 5Sua mãe disse aos serviçais: “Façam tudo o que ele lhes mandar”.
6Ali perto havia seis potes de pedra, do tipo usado pelos judeus para as purificações cerimoniais; em cada pote cabia entre oitenta a cento e vinte litros. 7Disse Jesus aos serviçais: “Encham os potes com água”. E os encheram até à borda. 8Então lhes disse: “Agora, levem um pouco do vinho ao encarregado da festa”. Eles assim o fizeram, 9e o encarregado da festa provou a água que fora transformada em vinho, sem saber de onde este viera, embora o soubessem os serviçais que haviam tirado a água. Então chamou o noivo 10e disse: “Todos servem primeiro o melhor vinho e, depois que os convidados já beberam bastante, o vinho inferior é servido; mas você guardou o melhor até agora”.
11Este sinal miraculoso, em Caná da Galiléia, foi o primeiro que Jesus realizou. Revelou assim a sua glória, e os seus discípulos creram nele.

MENSAGEM – Após as festas natalinas, inicia o Tempo Comum, em que revivemos os principais Mistérios da Salvação. Com a imagem do CASAMENTO, a liturgia apresenta a relação de amor, que Deus (o marido) estabeleceu com o seu Povo (a esposa). Nossa alegria é saber que Deus garante a alegria dessa festa. O Evangelho fala das Bodas de Caná. (Jo 2,1-11) Aí Jesus realiza o primeiro milagre, “Sinal” de uma realidade mais profunda: mostrar aos homens o Pai, que os ama, e os convoca para a alegria e a felicidade plenas. A festa do Reino já está acontecendo. Jesus é o Noivo, que já está no mundo, para celebrar o casamento de Deus com a humanidade. O CENÁRIO DO CASAMENTO reflete o contexto da “ALIANÇA” entre Israel e o seu Deus. A essa “aliança”, em certo momento, vem a faltar o vinho. O “vinho” é símbolo do amor entre o esposo e a esposa, da alegria e da festa. Constata-se que a antiga “aliança” tornou-se uma relação seca, sem alegria, sem amor e sem festa, que já não proporciona o encontro amoroso entre Israel e o seu Deus. Esta realidade de uma “aliança” estéril e falida é representada pelas “seis talhas de pedra destinadas à purificação dos judeus”. – O número seis evoca a imperfeição, o incompleto; a “pedra” evoca as tábuas de pedra da Lei do Sinai e os corações de pedra de que falava o profeta Ezequiel; a referência à “purificação” evoca os ritos e exigências da antiga Lei que revelavam um Deus impositivo, que guarda distâncias. Um Deus assim pode-se temer, mas não amar… As talhas estão “vazias” porque todo este aparato era inútil e ineficaz: não servia para aproximar o homem de Deus, mas sim para o afastar desse Deus difícil e distante. As “Bodas de Caná sem vinho” representam a situação do povo, desiludido e insatisfeito. O amor foi substituído pela observância da lei… “Façam tudo o Ele disser”: Agora Jesus fará a passagem do Antigo para o Novo. E o novo é melhor… OS PERSONAGENS apresentados: A “Mãe”: é Previdente: nota primeiro o problema; “não têm mais vinho”. É Providente: aponta um caminho: Cristo… É Perseverante: não desiste diante da aparente indiferença de Jesus: O “Chefe de mesa”: representa os dirigentes judeus, que não percebem que a antiga “Aliança” já caducou. Os “Serventes” são os que colaboram com o Messias, que estão dispostos a fazer tudo “o que ele disser” para que a “Aliança” seja revitalizada. JESUS: é a Ele que o Israel fiel (a “mulher”/mãe) se dirige no sentido de dar nova vida a essa “aliança” caduca. A obra de Jesus não será preservar as instituições antigas, mas realizar uma profunda “transformação”… Ele veio trazer à relação entre Deus e os homens o vinho da alegria, do amor e da festa… Isso acontecerá quando chegar a “Hora”. Jesus acolheu o pedido da mãe… e a alegria continuou até o fim da festa… As Bodas continuam… e somos também convidados… Quando a relação com Deus se resume num jogo complicado de ritos externos, de regras e de obrigações que é preciso cumprir, a religião torna-se um pesadelo insuportável que tiraniza e oprime. Jesus veio nos revelar Deus como um Pai bondoso e terno, que fica feliz quando pode amar os seus filhos. É esse o “vinho” que Jesus veio trazer para alegrar a “aliança”: o “vinho” do amor de Deus, que produz alegria e que nos leva à festa do encontro com o Pai e com os irmãos. A nossa “religião” é um encontro com o Jesus, que nos dá o vinho do amor? O que os nossos olhos e os nossos lábios revelam aos outros: a alegria que brota de um coração cheio de amor, ou o medo e a tristeza que brotam de uma religião de leis e de medo? Com que personagem das “Bodas” nos identificamos? com o chefe de mesa, comodamente instalado numa religião estéril e vazia, com a “mulher”/mãe que pede a Jesus que resolva a situação, ou com os “serventes que vão fazer “tudo o que ele disser” e colaborar com Jesus no estabelecimento da nova realidade? Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa – 20.01.2019

NOTÍCIAS DIOCESANAS

Festa de São Sebastião

Na Igreja São Sebastião, em Coxim, está tendo o Tríduo em louvor a São Sebastião.

Missa: 19,30 – em seguida, quermesse. Domingo 20: Missa às 08,00 hs.

Compromissos de Dom Antonino:

Sexta feira- 18 DE JANEIRO, na paróquia de Paraíso das Águas.

Domingo 20 DE JANEIRO – De manhã, em Pedro Gomes. À noite, em Sonora.

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