14 nov 2018 às 13:44 hs
Ao lado de governadores eleitos, Bolsonaro defende aprovação de medidas ‘meio amargas’ no Congresso

Por Guilherme Mazui e Alexandro Martello, G1 — Brasília

Bolsonaro foi cumprimentado por governadores eleitos após discurso em Brasília — Foto: Guilherme Mazui/G1
Bolsonaro foi cumprimentado por governadores eleitos após discurso em Brasília — Foto: Guilherme Mazui/G1

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, defendeu nesta quarta-feira (14), em encontro com governadores eleitos em Brasília, a aprovação de medidas “meio amargas” no Congresso.

Em um discurso no fim do evento, Bolsonaro disse que a União e os estados vivem momento de dificuldade e que a equipe econômica de seu governo está concluindo propostas de reformas que devem ser apresentadas ao Congresso. Ele não citou especificamente a quais reformas se referia.

“As reformas passam pela Câmara e pelo Senado e nós pedimos neste momento, os senhores têm realmente a perfeita noção do que tem que ser feito. Algumas medidas são meio amargas, mas nós não podemos tangenciar com a possibilidade de nos transformarmos naquilo que a Grécia passou, por exemplo”, afirmou Bolsonaro.

Ele lembrou que tem pedido ao presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), e da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), a aprovação de medidas do interesse do próximo governo ainda neste ano. Eunício também estava presente no encontro com os governadores.

“Temos que aprovar reformas, que estão sendo ultimadas pela minha equipe econômica. Já temos pedido aos presidentes da Câmara e do Senado determinadas matérias. Termos de buscar soluções, não apenas econômicas. Se conseguirmos diminuir a temperatura da insegurança no Brasil, a economia começa a fluir”, completou o presidente eleito.

Bolsonaro disse ainda que o momento pede união entre os governantes, independentemente de afinidades partidárias.

“Temos de fazer política diferente do que fizemos. Não teremos outra oportunidade de mudar o Brasil. Temos de dar certo, trabalhar unidos, irmanados nesse propósito, independente de política partidária”, afirmou.

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