27 fev 2018 às 07:14 hs
Camarim Politico
Willams Araújo
No galope

As conversações em torno da composição das chapas majoritárias já estão a pleno vapor em Mato Grosso do Sul, onde o governador Reinaldo Azambuja e pré-candidato do PSDB à reeleição se movimenta, na tentativa de fortalecer o seu grupo político visando à campanha deste ano.  O tucano, inclusive, fala sobre o assunto abertamente, da mesma forma com que se posiciona o ex-governador André Puccinelli (MDB), seu principal adversário na corrida sucessória estadual, e o juiz aposentado Odilon de Oliveira (PDT).

Cautela

Ao mesmo tempo em que visita os municípios em busca de fortalecer a sua pré-candidatura, André Puccinelli se preserva, ou seja, evita ataques mais duros a Reinaldo Azambuja, com quem, aliás, tem conversado sobre eventual aliança entre PSDB e MDB caso não consiga  emplacar seu nome por uma série de fatores.  No fim de semana, no interior, anunciou campanha sem criticar adversários. Jura que vai se limitar a ouvir a população e apresentar propostas.

Alianças

Em suas andanças pelo interior do Estado, André tem dito que a intenção é juntar uns 15 partidos em seu palanque e fazer uma campanha propositiva, sem ofensas. “Nós não vamos criticar ninguém. Vamos mostrar o que fizemos e o que podemos continuar a fazer. Mas vamos aproveitar também as coisas boas dos outros. Aquilo que a população nos indicar como boa pratica”, afirmou em Maracaju o pré-candidato, ao lançar o programa MS Maior e Melhor. Para quem conhece o italiano, sabe que essa ideia de fazer campanha sem críticas é conversa pra boi dormir.

Efeito dominó

Diversos senadores têm usado à tribuna do Plenário do Senado para questionar os motivos que levaram o presidente Michel Temer (MDB-SP) a intervir na área de segurança pública do estado do Rio de Janeiro (PDS 4/2018) e ignorar outras unidades da federação que também sofrem com a violência. A senadora Simone Tebet (MDB–MS), por exemplo, fez recentemente um discurso contundente cobrando mais fiscalização nas fronteiras, lembrando, como sempre, Mato Grosso do Sul, visto lá fora como corredor internacional do narcotráfico. Mandou bem!

Por regiões

Para quem antes dizia à imprensa que estava mais preocupado no momento com a governabilidade administrativa do Estado, Reinaldo dá sinais de que não quer deixar os adversários tomarem conta das bases eleitorais mais cedo do que ele, como é o caso do pré-candidato do MDB que cumpre agenda pelo interior há alguns dias. Não é à toa que o alto tucanato já marcou para 10 de março, na cidade de Ivinhema, o primeiro encontro regional do partido com objetivo de discutir as eleições.

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