30 mar 2018 às 17:32 hs
12 mortos e mil feridos. Milhares em protesto na fronteira de Gaza com Israel

Há milhares de pessoas concentradas na fronteira de Gaza com Israel

O número de palestinianos mortos hoje na sequência de confrontos entre o exército israelita e manifestantes ocorridos na fronteira de Gaza com Israel subiu para 12, segundo um novo balanço, que também revê os feridos para mil pessoas.

O Ministério da Saúde local precisou que os palestinianos foram mortos a tiro por soldados israelitas quando participavam num protesto intitulado como “A Grande Marcha do Retorno”, convocado pelo movimento radical palestiniano Hamas, por ocasião da comemoração do Dia da Terra.

O movimento radical palestiniano controla a faixa de Gaza, enclave palestiniano sob bloqueio israelita e egípcio, desde 2007.

O ministério, citado pela agência noticiosa francesa France Presse (AFP), precisou que uma das vítimas mortais é um jovem de 16 anos.

Milhares de pessoas, cerca de 17 mil, segundo as agências internacionais, concentraram-se hoje junto de cinco pontos da fronteira de Gaza com Israel, protesto que degenerou em incidentes.

O exército israelita tentou dispersar os manifestantes com gás lacrimogéneo e outros meios de dissuasão.

As forças israelitas, que também destacaram tanques para a zona fronteiriça, utilizaram munições reais contra os manifestantes que tentavam ultrapassar as barreiras de segurança.

A população palestiniana assinala hoje o “Dia da Terra”, que evoca anualmente a morte de seis árabes desarmados por forças israelitas em 1976

Os palestinianos prepararem-se para acampar durante um mês e meio ao longo da fronteira de Gaza sob estreita vigilância dos soldados israelitas, preparados para responder pela força caso este movimento, designado “a grande marcha do regresso”, ultrapasse os limites impostos.

Na quinta-feira, o embaixador israelita nas Nações Unidas, Danny Danon, escreveu ao secretário-geral António Guterres para advertir sobre “um perigoso esforço dos líderes palestinianos para provocar o conflito ao orquestrarem uma série de confrontações de massa”.

As famílias palestinianas pretendem montar centenas de tendas na Faixa de Gaza, um território com quase dois milhões de pessoas totalmente bloqueado por Israel e pelo Egito, num apoio às centenas de milhares de refugiados expulsos das suas terras ou que fugiram da guerra e dos massacres durante o conflito que originou a fundação do Estado de Israel em 1948.

Enquanto Israel celebra em 2018 os 70 anos da sua independência, os palestinianos continuam a guardar pela formação do seu Estado, que parece cada vez mais incerta. O direito de regresso permanece uma reivindicação central palestiniana, e para os israelitas um obstáculo decisivo para um eventual acordo geral de paz.

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