Trabalhadoras sexuais duplicam na Cidade do México devido à crise
  • No Banner to display

  • celular

Correio do Pantanal

11 fev 2021 às 09:47 hs
Trabalhadoras sexuais duplicam na Cidade do México devido à crise

Enquanto antes da pandemia havia cerca de 7700 trabalhadores do sexo, atualmente estima-se que o número tenha aumentado para 15 200 apenas na capital mexicana

Trabalhadoras sexuais duplicam na Cidade do México devido à crise
© PEDRO PARDO / AFP

DN/Lusa11 Fevereiro 2021 — 07:26

Apandemia da covid-19 duplicou o número de trabalhadoras sexuais independentes na Cidade do México, de acordo com estimativas da associação Brigada de Rua de Apoio à Mulher “Elisa Martinez” publicadas esta quinta-feira.

Num comunicado, a organização disse que enquanto antes da pandemia havia cerca de 7700 trabalhadores do sexo, atualmente estima-se que o número tenha aumentado para 15 200 apenas na capital mexicana, devido às difíceis condições económicas resultantes da crise de saúde.

A associação explicou que deste aumento, 40% são mulheres que deixaram o trabalho sexual, mas que tiveram de regressar às ruas, outros 40% são mulheres que começaram devido à crise e os restantes 20% representam aquelas que não estão num ponto específico, ou seja, que andam nas vias públicas à procura de clientes.

Arlen Palestina Pandal, representante legal da associação, disse que estas mulheres são continuamente esquecidas, violadas e estigmatizadas e que têm maiores possibilidades de contágio, não têm apoio governamental ou espaços para trabalhar como hotéis, salientando que desde o início da pandemia não houve uma resposta clara ou honesta do Governo mexicano para este grupo de trabalhadores.

Elena Reynaga, secretária executiva da Rede de Mulheres Trabalhadoras Sexuais da América Latina e Caraíbas (RedTraSex) disse que este é um problema regional derivado do facto de nenhum Governo ter definido uma política para as trabalhadoras sexuais face à covid-19, recordando que isto levou as mulheres a trabalhar ainda mais clandestinamente. A pandemia “tornou mais urgente” reconhecer o trabalho sexual para evitar mecanismos de chantagem e exploração laboral, adiantou.

No México, um estudo do Conselho Nacional para a Prevenção e Controlo da SIDA revelou que 70% das trabalhadoras do sexo não têm parceiro, mas 78% têm filhos, pelo que é essencial encontrar mecanismos para as apoiar.

ATENÇÃO: Comente com responsabilidade, os comentários não representam a opnião do Jornal Correio do Pantanal. Comentários ofensivos e que não tenham relação com a notícia, poderão ser retirados sem prévia notificação.

%d blogueiros gostam disto: