7 mar 2019 às 14:30 hs
Governo precisa parar de gerar crise e focar na agenda econômica, avaliam assessores

A avaliação interna da equipe presidencial é que o governo perde energia com temas que mais geram desgaste do que frutos para seu futuro. É uma administração que produz crise demais num curto espaço de tempo e deveria focar no que realmente interessa, medidas na área econômica, caso não queira frustrar seu eleitorado e a população.

Nas palavras de um assessor, de nada vai adiantar ficar fazendo discurso, postagens nas redes sociais e pregação sobre temas conservadores, se a crise econômica não for enfrentada e resolvida. Essa tem de ser a prioridade do presidente Jair Bolsonaro, avaliam auxiliares palacianos.

E não há mais tempo a perder. Afinal, as previsões sobre o crescimento deste ano começam a piorar: já caíram oficialmente de 2,48% para 2,3%. Alguns economistas já falam em menos de 2%.

Na visão da equipe presidencial, Bolsonaro precisa entender que o que fará a diferença sobre seu governo é se ele conseguirá fazer o país voltar a crescer forte.

Se não conseguir, a avaliação é de que ele começará a perder prestígio e apoio. E o momento não é de perder força e capital político com assuntos que não irão mudar a realidade econômica do país. A reforma da Previdência, por exemplo, não estaria ganhando espaço na agenda presidencial que merece e necessita.

A demora do governo em encaminhar a proposta de mudança na aposentadoria dos militares pode até inviabilizar, de vez, as previsões que já eram consideradas otimistas de aprovar a reforma da Previdência ainda neste primeiro semestre no Congresso.

Agora, o que se ouve nos corredores do Congresso, é que há até risco de a proposta não ser votada em dois turnos na Câmara antes do recesso parlamentar.

Afinal, além da demora no envio do projeto sobre os militares, o governo ainda patina na formação de sua base aliada. E o clima deve ser de tensão nas próximas semanas, com algumas votações previstas sem uma base ainda montada, como as medidas provisórias que reestruturam a Esplanada dos Ministérios e a que busca combater fraudes na concessão de benefícios previdenciários.

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