20 dez 2018 às 23:37 hs
Ex-governador André Puccinelli e o filho deixam a prisão: ‘Ele está feliz por ir para casa’, diz advogado

Por TV Morena e G1MS — Campo Grande

Ex-governador André Puccinelli e o filho deixam a prisão em Campo Grande

Ex-governador André Puccinelli e o filho deixam a prisão em Campo Grande

O ex-governador André Puccinelli e o filho dele, André Puccinelli Junior, deixaram o Centro de Triagem em Campo Grande (MS) por volta das 18h30 desta sexta-feira (19). Eles estavam presos desde o dia 20 de julho.

Eles foram réus por lavagem e desvio de dinheiro e já tinham sido presos pela PF em 2017 na Operação Lama Asfáltica. De acordo com a PF, entre as provas contra os réus estão repasses da JBS à Ícone. Segundo delator, a JBS pagou R$ 1,2 milhão à empresa de Puccinelli Júnior. A polícia também juntou ao processo análises de materiais apreendidos no Instituto Ícone, empresa de cursos jurídicos de Puccinelli Júnior.

Puccinelli e o filho foram libertados por uma decisão da ministra Laurita Vaz, do ministra Laurita Vaz, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A ministra considerou que eles estão presos há cinco meses, que a denúncia já foi recebida e que houve “o desmantelamento de toda estrutura da organização criminosa”.

O advogado de Puccinelli, Renê Siufi, conversou com a equipe de reportagem da TV Morena. Consultado sobre como o ex-governador recebeu a notícia da soltura após vários pedidos de habeas corpus negados pela Justiça, o advogado comentou: “Ele está feliz em ir para casa”.

Pedidos de liberdade negados

Puccinelli e o filho tiveram outros pedidos de liberdade negados no Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) e no próprio STJ desde que foram presos, há 5 meses, junto com o advogado João Paulo Calves.

A primeira liminar foi negada pelo Tribunal Regional Federal da 3° Região (TRF-3), em 24 de julho, 4 dias após a prisão. No dia seguinte, adefesa entrou com pedido de liberdade no STJ, que foi negado em 27 de julho. A decisão foi do vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Humberto Martins.

Em 1° de agosto, a Procuradora-Geral da República, Raquel Dodge, manifestou-se contra o habeas corpus de Puccinelli. Na manifestação endereçada ao relator do caso, ministro Dias Toffoli, Dodge destaca que decidiu contra a soltura dos envolvidos por conta da gravidade do caso. No dia 07 de agosto, o STJ negou outro pedido de habeas corpus de Puccinelli, o filho e o advogado. A decisão foi da ministra Maria Thereza de Assis Moura. Na ocasião, o advogado de defesa de Puccinelli, Renê Siufi, disse que esperava o julgamento de outros dois pedidos de soltura: um no Tribunal Regional Federal e outro no Supremo Tribunal Federal.

Em 24 de outubro o advogado João Paulo Calves foi solto por decisão da ministra Laurita Vaz. Segundo o advogado de Calves, André Borges, na ocasião, o STJ negou o mesmo benefício a Puccinelli e o filho. No dia 13 de dezembro, a Sexta Turma do STJ recebeu um pedido de reconsideração. De acordo com Borges, a decisão desta quarta (19), é um novo julgamento do mesmo recurso. Ele afirma ainda que a ministra também teria levado em consideração o argumento da defesa de que o início do recesso do Judiciário, poderia prejudicar os réus, fazendo com que o recurso fosse julgado apenas em fevereiro de 2019.

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