Bolsonaro rebate críticas de Ciro Gomes

Correio do Pantanal

22 maio 2018 às 10:09 hs
Bolsonaro rebate críticas de Ciro Gomes

 

Jornal do Brasil,

Ciro Gomes, pela manhã, em São Paulo, disse também que Bolsonaro seria o candidato “menos difícil” de ser enfrentado no segundo turno. “É lógico que ele está desdenhando. Eu não tenho TV, fundo partidário, não tenho nada. Eu tenho o povo comigo e não tenho obsessão por poder. O que está acontecendo comigo aqui é uma missão de Deus”, respondeu o deputado em palestra realizada no início da tarde de ontem na Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ).

Ciro Gomes afirma que Bolsonaro propõe soluções ‘toscas’, e o deputado do PSL responde que o adversário está ‘desdenhando’

Diante de uma plateia de cerca de 300 empresários, Bolsonaro foi aplaudido ao defender a flexibilização das leis trabalhistas como forma de reduzir o desemprego. “Aos poucos a população vai entendendo que é melhor menos direitos e emprego do que todos os direitos e desemprego”, disse.

Em uma análise sobre a conjuntura política e econômica brasileira, o deputado afirmou que pretende estimular o crescimento da economia por meio de privatizações “com critério” e de um processo de desburocratização que estimule investimentos. Mas desconversou quando questionado sobre especificidades de seu plano econômico, chamando pelo nome de seu “provável ministro da Fazenda”: “Pergunta para o Paulo Guedes ali, que é a pessoa ideal para responder isso”, justificou.

Economista liberal e ex-banqueiro, Paulo Guedes já defendeu o deputado e disse que o mercado tem de mudar sua visão sobre o militar. Em mais de seis meses de “namoro heteramente [sic] falando”, como diz o deputado federal sobre sua relação com Guedes, Bolsonaro nega que esteja definido que o economista será seu ministro da Fazenda. “Os ministros da Fazenda e da Economia precisam ser um só, e ter porteira fechada. Tem que partir para privatização com critério, não botar tudo para o mercado”, disse o pré-candidato que é também considerado um “nacionalista”. Ao ser questionado sobre a privatização da Eletrobras, entretanto, desviou do assunto: “Temos que ver o modelo, a princípio, eu reagiria a ele”, respondeu negativamente. “O Brasil não pode ser um País que vai para um leilão”.

“A economia é importante, mas tudo está interligado”, disse o deputado, introduzindo o tema mais comentado em suas entrevistas, a segurança pública. “Se não combater a violência, por exemplo, não haverá turismo no Brasil. E em alguns casos, se combate violência com ainda mais violência”, afirmou.

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