Correio do Pantanal

25 jul 2019 às 12:57 hs

“Pai Nosso…” – PALAVRA – Evangelho Lc 11,1-13 – 1E aconteceu que, estando ele a orar num certo lugar, quando acabou, lhe disse um dos seus discípulos: Senhor, ensina-nos a orar, como também João ensinou aos seus discípulos. 2E ele lhes disse: Quando orardes, dizei: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; seja feita a tua vontade, assim na terra, como no céu. 3Dá-nos cada dia o nosso pão cotidiano; 4E perdoa-nos os nossos pecados, pois também nós perdoamos a qualquer que nos deve, e não nos conduzas à tentação, mas livra-nos do mal. 5Disse-lhes também: Qual de vós terá um amigo, e, se for procurá-lo à meia-noite, e lhe disser: Amigo, empresta-me três pães, 6pois que um amigo meu chegou a minha casa, vindo de caminho, e não tenho que apresentar-lhe; 7Se ele, respondendo de dentro, disser: Não me importunes; já está a porta fechada, e os meus filhos estão comigo na cama; não posso levantar-me para tos dar; 8Digo-vos que, ainda que não se levante a dar-lhos, por ser seu amigo, levantar-se-á, todavia, por causa da sua importunação, e lhe dará tudo o que houver mister. 9E eu vos digo a vós: Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á; 10Porque qualquer que pede recebe; e quem busca acha; e a quem bate abrir-se-lhe-á. 11 E qual o pai de entre vós que, se o filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra? 12Ou, também, se lhe pedir peixe, lhe dará por peixe uma serpente? Ou, também, se lhe pedir um ovo, lhe dará um escorpião? 13 Pois se vós, sendo maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais dará o Pai celestial o Espírito Santo àqueles que lho pedirem? MENSAGEM – A Liturgia nos convida a refletir sobre um dos elementos essenciais da vida cristã e do seguimento de Cristo: a ORAÇÃO. Mas o que é Oração? Como fazê-la? As leituras nos dão dois exemplos concretos: Abraão e Jesus. Na 1a Leitura, É a primeira vez na Bíblia que um homem inicia uma conversa com Deus. Sua oração é um DIÁLOGO com Deus, humilde, reverente, respeitoso, mas também cheio de confiança, de ousadia e de esperança. Abraão conversa com Deus como dois amigos, apresentando a Ele as suas inquietações, dúvidas, anseios. Na 2ª Leitura, vemos que a oração cristã tem sentido se brotar da consciência de termos sido resgatados por Cristo e a ele pertencermos. (Cl 2,12-14) No Evangelho, JESUS reza e ensina a rezar, com confiança de filhos. (Lc 11,1-13) Lucas destaca sempre a vida de oração de Jesus. O texto não quer ensinar uma fórmula a ser memorizada e mecanicamente repetida, mas propor o espírito e o conteúdo fundamental de toda oração cristã. É diálogo de filho com o Pai.  (em Mateus sete pedidos, em Lucas apenas cinco) 1. A Introdução apresenta o contexto em que Jesus ensinou o Pai Nosso. Jesus estava rezando… Os Apóstolos, impressionados, pedem: “Ensina-nos a rezar…” Jesus responde: “Quando rezardes, dizei: PAI NOSSO…” 2. A Oração: “Pai nosso…” Que imagem temos de Deus? De um patrão exigente, um juiz severo, do qual devemos ter medo? Deus é PAI… e é Nosso (não apenas meu)… “Santificado seja o vosso Nome…” Que o Pai seja reconhecido por todos… Quando? Quando é ovacionado com salva de palmas? Ou quando a Salvação alcança o coração de todos os homens? “Venha a nós o vosso Reino…”, Reino de Justiça, de Amor e Paz, de Liberdade, de Fraternidade… “Dai-nos hoje o pão necessário ao nosso sustento…”. Todos, precisamos do pão…, e as coisas necessárias para uma vida digna. Isso não dispensa o nosso esforço e o nosso trabalho. “Nosso” = “de todos…” “Perdoai-nos os nossos pecados, pois também nós perdoamos…” Não é possível rezar o Pai Nosso, tendo ódio no coração… Muitas vezes, o amor e a união só são possíveis pelo caminho do perdão… “Não nos deixeis cair em tentação…”: Sobretudo o abandono da fé… dos projetos de Deus…, para abraçar o espírito do mundo…, as tentações do ter, do poder, do prestígio…. 3. Duas Parábolas completam o quadro: A primeira salienta a eficácia da Oração perseverante: O “Amigo inoportuno” é atendido: “Pedi e recebereis…” A segunda convida à Confiança em Deus: lembra o amor de pai para os filhos… “Se vós que sois maus, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais o Pai do céu dará o Espírito Santo aos que o pedirem…” Não basta rezar…, devemos rezar como convém…  A Oração deve unificar a vida de um homem com Deus…, deve impregnar a vida de cada dia…, não é uma “gaveta” isolada. Que dizer de fórmulas “milagrosas”, das “orações de poder?” Das orações comerciais: “dou, se me deres?” Dos decepcionados, quando não são atendidos? O Valor da Oração não está condicionado: Ao comprimento das velas… Ao número de vezes que repetimos… Ao comprimento da fita… Ao número de nós no barbante… À fórmula milagrosa Ao lugar em que fazemos… Ao Santo que invocamos. Mas sim ao espírito de FÉ e AMOR com que a fazemos… REZAR: É um DIÁLOGO familiar com Deus, que brota de um ato de fé e de um ato de amor e que nos leva a entrar no Plano de Deus: “Seja feita a vossa vontade…” REZAR: Não é apenas orar com os lábios, mas também com a inteligência, com o coração e com toda a nossa vida… REZAR requer um clima de amizade com Deus, como Abraão, ter consciência de que temos um PAI, e não somos órfãos na vida. Temos tempo para rezar? Quando é que nos lembramos de rezar? Só nos momentos de apuro, como um pronto-socorro? Os apóstolos sentem a necessidade de orar e de aprender a orar porque viram como Jesus rezava… E Você, Pai (ou mãe) reza profundamente com o seu Deus, a ponto provocar em seu filho o pedido: “Pai (Mãe), ensina-me a rezar?” Estamos aqui reunidos, porque acreditamos na Oração… Ela está marcando de fato a nossa vida, de modo a impressionar também os que aqui não vem, percebendo em nós a alegria de alguém se encontrou com Deus na oração? Se ainda não o conseguimos…, façamos nossa, a oração dos apóstolos: “Senhor, ensina-nos a rezar…” Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa – 28.07.2019

NOTÍCIAS DIOCESANAS

26 a 28 julho – Encontro das Lideranças Missionárias (Emaús).

28 de julho – Dom Antonino celebra em Rio Verde, à Noite.

29 e 30 julho: Reunião do Conselho de Presbíteros e de todo Clero (Emaús).

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