20 mar 2018 às 07:43 hs
Estação espacial chinesa Tiangong-1 cairá na Terra sem controle nas próximas semanas

Agências espaciais monitoram a reentrada, que não é considerada um evento especialmente perigoso

Recriação da Tiangong-1 em órbitaAmpliar foto
Recriação da Tiangong-1 em órbita CHINA MANNED SPACE ENGINEERING

A estação espacial chinesa Tiangong-1 penetrará na atmosfera da Terra no início de abril em uma queda descontrolada. Prevê-se que a maioria de seus componentes sejam consumidos na reentrada, mas alguns pequenos escombros podem atingir a Terra, espalhados por uma área de milhares de quilômetros quadrados. De acordo com a Agência Espacial Europeia (ESA), que monitora o artefato desde o Escritório de Resíduos Espaciais em sua sede em Darmstadt (Alemanha), a probabilidade de uma pessoa sofrer o impacto de um fragmento é 10 milhões de vezes menor do que a probabilidade anual de impacto por raio.

A nave orbita a Terra em uma faixa que oscila entre 42,8 graus norte e 42,8 graus de latitude sul, e tem maior possibilidade de penetrar na atmosfera nas extremidades dessa faixa. Isso significa que é mais provável que caia no norte da Espanha, no centro da Itália, no norte da China, no Oriente Médio, nos estados do norte dos Estados Unidos, na Nova Zelândia, na Tasmânia ou em partes da Argentina e do Chile. Será impossível ajustar a previsão até poucas horas antes da reentrada, dizem fontes de várias agências espaciais. Em sua última previsão, realizada em 15 de março, a empresa norte-americana The Aerospace Corporation anunciou a queda para 4 de abril, com margem de erro de duas semanas. No dia 6 de março a ESA estimou a reentrada entre 29 de março e 9 de abril.

Possíveis órbitas da Tiangong-1. Em azul, a área com risco zero de queda. A maior probabilidade de reentrada está nas faixas amarelasampliar foto
Possíveis órbitas da Tiangong-1. Em azul, a área com risco zero de queda. A maior probabilidade de reentrada está nas faixas amarelas THE AEROSPACE CORPORATION

A Tiangong-1, que significa “palácio celestial-1”, opera desde 2011 e é a primeira estação espacial chinesa, a terceira construída por um só país (Estados Unidos e Rússia foram os pioneiros). O módulo principal do satélite mede 10,4 metros de comprimento e possui dois painéis solares de 7×3 metros cada um. O “laboratório espacial” é um protótipo e tinha uma vida útil projetada de apenas dois anos, mas continuou operacional por mais dois anos, até que em 2016 o Governo chinês admitiu que havia perdido o controle dos propulsores.

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