19 jan 2018 às 09:40 hs
Há um ano e oito meses família vive angústia de não saber quem matou ex-mototaxista de Coxim

EDIÇÃO MS

Marlene e Leonardo relembram infância e adolescência de Gilson (Foto: Sheila Forato)

Um ano, oito meses e nove dias. Esse é o tempo que a família espera para saber quem matou Gilson Larroque Silva, mas, até agora, a Polícia Civil não conseguiu elucidar o crime. Aos 41 anos, na tarde do dia 9 de maio de 2016, o corpo dele foi encontrado boiando nas águas do rio Taquari, em Coxim.

Com vários cortes no corpo, inclusive na cabeça, ele foi retirado do rio por uma equipe do Corpo de Bombeiros, sendo reconhecido por familiares. Larroque era chamado por Pitbull e era muito conhecido em Coxim, onde atuou como mototaxista.

Pitbull não era um exemplo a ser seguido. Apontado como traficante na cidade, ele já tinha sido preso pelo crime. “Poderia ter todos os defeitos do mundo, mas aqui tem uma família, por mais humilde que seja, esperando por Justiça”, declarou a tia, Marlene Inês Nunes de Almeida, de 64 anos.

Ela tem boas recordações do sobrinho. “Me recordo de muitos episódios, aqui mesmo neste lugar, dele brincando com meus filhos, jogando bola na rua, e participando de outras atividades durante a infância e a adolescência”, recordou a tia.

A família mora há quase 50 anos no bairro Santo André, em Coxim, as margens do rio Taquari, onde aprendeu a pescar. “Sempre moramos perto. Numa época em que moravam aqui em frente, onde tem esse pé de ingá, eu vivia saindo em defesa de Gilson, que quando pequeno não queria comer, mas sua mãe o forçava fazer as refeições”, comentou Marlene.

Tia mostra o quintal onde o sobrinho brincava com os filhos (Foto: Sheila Forato)

A rua calma também foi cenário de muitas brincadeiras entre os primos (Foto: Sheila Forato)

Os pais biológicos dele – Antonio e Dorvalina Larroque Gomes – já morreram, porém, o pai de criação Arlindo Silva, continua vivo, morando no bairro Piracema, também em Coxim. Entretanto, Gilson deixou duas filhas e quatro irmãs, além de muitos tios e primos, que ainda tem esperança de ver o crime solucionado.

“Ele virou apenas uma estatística, uma triste realidade. Não sabemos quem fez isso com ele, muito menos o porquê. Ainda guardamos a esperança de saber quem matou meu filho, nem que seja apenas para perguntar o porquê. Merecemos essa resposta da polícia”, disse o primo, Leonardo Larroque, que também tem boas recordações da infância e da adolescência.

Nesses casos, quando a Polícia Civil não consegue elucidar o crime, o inquérito geralmente é arquivado, mas, para isso, precisa que um promotor peça o arquivamento e um juiz determine. Entretanto, qualquer nova informação pode fazer com que o inquérito seja desarquivado.

Vítimas da impunidade

Diversas famílias sofrem em Coxim com a impunidade, assim como em outras cidades brasileiras. Por conta disso, o Edição MS criou um canal para dar voz as chamadas “Vítimas da impunidade”. Através desse canal vamos relembrar casos que não foram solucionados. Se você tiver alguma sugestão mande por e-mail para o edicao@edicaoms.com.br com o assunto “Vítimas da impunidade”.

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