12 jan 2018 às 09:31 hs
Merkel e Schulz a um passo de novo bloco central na Alemanha

REUTERS/HANNIBAL HANSCHKE

Maratona negocial, esta madrugada, resultou num princípio de acordo entre os dois grandes blocos políticos da Alemanha

Os conservadores da CDU da chanceler alemã Angela Merkel e os sociais-democratas (SPD) de Matin Schulz chegaram a um princípio de acordo que poderá permitir a criação de um Bloco Central na Alemanha e assim terminar a crise política naquele país, que está sem governo há 111 dias. Uma maratona negocial durante esta madrugada resultou num acordo entre os dois grandes blocos políticos alemães.

Este acordo deverá abrir caminho para negociações mais detalhadas nas próximas semanas.

Segundo a agência Reuters, após 24 horas de conversações, os líderes começaram a apresentar o plano de 28 páginas aos membros dos partidos.

Entretanto, a chanceler alemã manifestou-se otimista quanto à formação de um governo de coligação com os sociais-democratas, enquanto o líder do SPD, Martin Schulz, classificou o acordo hoje alcançado como “notável”.

Martin Schulz, disse hoje de manhã aos jornalistas que o acordo irá ajudar as infraestruturas da Alemanha e reforçará as famílias, escolas, lares de idosos e outras partes da sociedade alemã.

“Penso que alcançámos resultados notáveis”, disse Schulz, que terá agora de levar o acordo ao seu partido para ser aprovado antes de as negociações formais para a formação de uma coligação poderem começar.

A chanceler e líder dos democratas cristãos da CDU, Angela Merkel, disse por seu lado estar “otimista de que as coisas vão avançar” na formação de um novo governo de coligação, sublinhando que o acordo hoje alcançado envolveu cedências de ambas as partes.

Mostrou-se também confiante de que o futuro governo da Alemanha conseguirá alcançar um acordo com a França para promover “um novo acordar” da União Europeia (UE).

A Alemanha tem desde as eleições de setembro um Governo de gestão, o que limita a capacidade de iniciativa do executivo, numa altura em que França insiste na urgência de uma refundação da União Europeia.

No início desta semana, o SPD (Partido Social-Democrata e a CDU (União Democrata-Cristã) iniciaram conversações para perceber se haveria condições para lançar negociações formais para uma nova coligação de governo.

Martin Schulz afirmou então esperar que as negociações tivessem resultados que permitissem fazer da Alemanha “o motor da política europeia”. O ex-presidente do Parlamento Europeu disse ainda que os primeiros encontros, no domingo, decorreram num “clima construtivo”.

O resultado das últimas eleições legislativas, assinaladas por um recuo dos partidos tradicionais, não permitiu a formação de uma maioria clara no Bundestag (parlamento).

Após uma vitória pouco convincente, a chanceler Angela Merkel, no poder há 12 anos, e a sua área democrata-cristã tentaram de início uma aliança com os liberais e os ecologistas, mas sem sucesso.

Na presente situação, Merkel apenas tem a possibilidade de garantir uma coligação maioritária com os sociais-democratas do SPD, com quem já governou no anterior executivo (2013-2017), e que continua a gerir os assuntos correntes do país.

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